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Carro de Kirchner é confiscado em busca por corrupção na Argentina

Agentes da polícia argentina entram na casa da ex-presidente Cristina Kirchner em El Calafate, na Patagônia, em 25 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. agosto 2018 - 15:38
(AFP)

A justiça confiscou um veículo de luxo na residência da senadora e ex-presidente argentina Cristina Kirchner no terceiro dia de uma busca por um caso de corrupção envolvendo grandes empresários e ex-funcionários, informou a imprensa local.

O batalhão de inspetores judiciais e policiais que operam na casa de Kirchner em El Calafate, sul da Patagônia, não encontraram dinheiro nem outros objetos de valor que sustentem o caso, mas o veículo foi apreendido por ordem do juiz que investiga o caso, Claudio Bonadio.

Dois espaços similares a cofres foram encontrados durante a revista com detectores pela casa de dois andares, incluindo o porão e o jardim, segundo o jornal La Nación citando fontes judiciais.

El Calafate, perto da geleira Perito Moreno, fica 2.000 km a sudoeste da capital argentina. Duas outras buscas foram feitas esta semana no apartamento de Kirchner em Buenos Aires e na casa de sua família no Rio Gallegos, ambas sem resultados relevantes para o caso, segundo fontes judiciais.

Kirchner é acusada por Bonadio de ter liderado uma associação ilegal para cobrar subornos em troca de licitações para obras públicas e pressionar empresários para que financiassem campanhas eleitorais durante os três mandatos exercidos por ela e seu falecido marido Néstor Kirchner, entre 2003 e 2015.

O primeiro balanço judicial do caso reportou na sexta-feira que um total de 52 empresários e ex-funcionários de Kirchner foram interrogados desde o início das investigações em 2 de agosto.

Grandes empresários de companhias líderes de seus setores, como a argentina Techint e a espanhola Isolux, foram interrogados por Bonadio. No total, 15 dos interrogados estão sob prisão preventiva, e todos alegaram ser inocentes.

Aqueles que declararam arrependimento recuperaram sua liberdade e serão beneficiados "com um redução de pena", indicou um informe oficial.

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