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Casamentos precoces de sírias refugiadas tem aumento alarmante na Jordânia

Estatísticas da Unicef revelam que entre os refugiados sírios na Jordânia os casamentos de meninos representaram em 2013 25% do total, um aumento de 7% em relação a 2012 (185). afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2014 - 17:41
(AFP)

Os casamentos precoces e forçados de meninas entre os refugiados sírios na Jordânia duplicaram, principalmente por razões econômicas, indicaram nesta quarta-feira organizações internacionais de proteção à infância.

Em um estudo intitulado "Muito jovem para se casar", a ONG Save The Children afirmou que os casamentos de menores na Síria já representam 13% do total neste país em guerra civil desde março de 2011, como consequência do grande fluxo de refugiados.

Mas esta taxa é duplicada no caso das filhas de refugiados sírios na Jordânia, 48% das quais são obrigadas a se casar com homens ao menos dez anos mais velhos que elas, segundo este estudo.

"O casamento infantil é devastador para estas meninas", adverte Saba al-Mobaslat, funcionária do Save The Children na Jordânia, em um comunicado.

"As meninas que se casam antes dos 18 anos são mais propensas a ser vítimas de violência doméstica que as que se casam mais tarde", ressalta.

Ela também destacou que para estas meninas o fato de "manter uma atividade sexual quando seus corpos ainda estão se desenvolvendo traz resultados catastróficos". Segundo ela, "as meninas com menos de 15 anos têm mais chances de morrer em um parto" que as de mais de 18 anos.

Estatísticas da Unicef revelam que entre os refugiados sírios na Jordânia os casamentos de meninos representaram em 2013 25% do total, um aumento de 7% em relação a 2012 (185).

Esta taxa aumentou 32% no primeiro trimestre de 2014, indicou a Unicef na quarta-feira.

A Jordânia, que acolhe mais de 600.000 refugiados sírios, autoriza o casamento de jovens com menos de 18 anos com o consentimento de um tribunal.

De acordo com estatísticas, em 2013 foram registrados 735 casamentos de menores sírias, contra apenas 42 em 2011.

Assim como Al-Mobaslat, Robert Jenkins, representante da Unicef na Jordânia, afirma que as meninas menores têm mais chances de sofrer problemas durante a gravidez, assim como de ser vítimas de abusos.

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