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Centenas de migrantes centro-americanos chegam ao México via Guatemala

Os migrantes da América Central cruzam o rio Suchiate de Tecún Umán, na Guatemala, para Ciudad Hidalgo, no sul do México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. janeiro 2020 - 15:54
(AFP)

Centenas de migrantes da América Central que procuram chegar aos Estados Unidos entraram no México através da Guatemala nesta quinta-feira (23), aproveitando a ausência de forças de segurança na fronteira - informou uma equipe de reportagem da AFP.

Os migrantes conseguiram entrar no território mexicano sem enfrentar resistência e depois de atravessar o pequeno e poderoso rio Suchiate, que separa o oeste da Guatemala do sul do México.

Em alguns minutos, prosseguiram viagem, formando uma coluna de pessoas em uma rodovia em Ciudad Hidalgo, no estado mexicano de Chiapas (sul).

Entre assobios e gritos de "Lá vamos nós!", os migrantes, principalmente homens, embora também houvesse algumas famílias inteiras, apressavam-se, enquanto se dirigiam para um posto de fronteira localizado a uma curta distância.

Na última segunda-feira, cerca de 500 migrantes conseguiram atravessar o México pela mesma área, apesar do gás lacrimogêneo lançado pelos guardas nacionais. Esse grupo foi preso mais tarde em um posto de segurança.

Desde então, o México reforçou fortemente a segurança nas fronteiras, impedindo a passagem dos migrantes, que se retiravam para a cidade guatemalteca de Tecún Umán.

Os migrantes começaram a se reagrupar no início da manhã do lado guatemalteco do Suchiate, que nesta época do ano pode ser atravessado a pé sem muito esforço. Duas horas depois, decidiram entrar no México, ao perceberem que, desta vez, não havia presença das forças de segurança.

- Marcha pacífica -

"Queremos falar diretamente com o presidente (mexicano Andrés Manuel) López Obrador", dizia uma enorme faixa que se destacava na longa coluna, enquanto outros exibiam as bandeiras de respectivos seus países.

"Chegamos de uma maneira pacífica!", gritavam alguns.

A chamada caravana 2020 partiu em 14 de janeiro de Honduras e, ao passar pela Guatemala, suas fileiras cresceram com a chegada de guatemaltecos, salvadorenhos e nicaraguenses.

Mais de 3.500 migrantes compõem o grupo, segundo estimativas das autoridades de imigração da América Central.

No final de semana passado, a maior parte da caravana conseguiu entrar no México sob o controle das autoridades de imigração, que lhes ofereceu várias opções. Entre elas, estavam pedir abrigo, ou aceitar empregos em programas sociais, no sul do México e em seus próprios países.

Os migrantes pedem, no entanto, que lhes seja permitido circular livremente pelo México para chegarem aos Estados Unidos. Lá, esperam obter refúgio, com o objetivo de escapar da violência e da pobreza em seus países.

Ontem, as autoridades mexicanas de imigração informaram que prenderam, na segunda-feira, mais de 2.000 migrantes em condição irregular. Centenas deles já foram devolvidos para seus países.

O governo mexicano tenta dissuadir os centro-americanos de entrarem no país de forma ilegal e os incentiva a participar de programas de abrigo e emprego temporário no sul do país.

Após as enormes caravanas do final de 2018 e do início de 2019, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o México com sanções comerciais, se ele não adotasse medidas para impedir a onda migratória.

Na sequência, López Obrador mobilizou cerca de 26.000 soldados para as fronteiras norte e sul de seu país.

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