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Chega à Bolívia candidato presidencial Luis Arce, herdeiro político de Evo Morales

O ex-presidente boliviano Evo Morales e o candidato presidencial Luis Arce, em Buenos Aires, em 27 de janeiro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2020 - 12:44
(AFP)

O candidato à presidência boliviana, Luis Arce, herdeiro político do ex-presidente Evo Morales, chegou à Bolívia nesta terça-feira do exílio para iniciar a campanha das eleições gerais em 3 de maio e foi imediatamente notificado pela Procuradoria por um caso de corrupção.

Arce, que lidera as pesquisas, chegou em um voo comercial depois de obter o apoio de Morales em Buenos Aires. Ele foi para o México em dezembro passado, após obter um salvo-conduto do governo de seu país.

Assim que o avião aterrissou, Arce foi notificado por um policial da Procuradoria em um corredor do aeroporto de El Alto, que serve La Paz, por suposto descumprimento de deveres no caso de um desfalque a um fundo indígena quando era ministro da Economia, segundo um vídeo amador amplamente divulgado nas redes sociais.

Em uma imagem difundida pelo jornal Página Siete vê-se Arce assinando a citação a comparecer à Procuradoria na manhã de quarta-feira.

Após assinar a citação, o candidato presidencial do Movimiento Al Socialismo (MAS) saiu do aeroporto onde foi recebido por seu parceiro de chapa, o ex-chanceler indígena David Choquehuanca e uma multidão de partidários que carregava bandeiras bolivianas e a 'wiphala', que representa os povos indígenas.

"Junto ao povo venceremos. Senti muito carinho e agora continuamos nosso caminho à presidência", tuitou Arce.

- Líder nas pesquisas -

O ex-ministro, de 56 anos, considerado o pai do chamado "milagre econômico" da Bolívia, enfrenta, como vários de seus ex-colegas, várias acusações perante a justiça boliviana. O ex-titular do Governo (Interior), Carlos Romero, foi enviado preventivamente à prisão por seis meses, enquanto dura uma investigação também por corrupção.

O aimará de direita Rafael Quispe, diretor do Fundo de Desenvolvimento Indígena, pediu ao tribunal que Arce "seja convocado, preso e levado para a cadeia" por "suposta responsabilidade em desfalque milionário" a um fundo indígena quando era ministro e chefe do setor.

O procurador do caso, Heidy Gil, que assinou a citação, disse na segunda-feira que "por enquanto não há mandado de prisão" contra Arce.

O candidato do MAS lidera as intenções de voto com 26%, seguido pelo direitista Luis Fernando Camacho e pelo ex-presidente do centro Carlos Mesa, ambos com 17%. Na quarta posição está a presidente de transição Jeanine Áñez, com 12%, segundo pesquisa do mercado Markets and Samples, divulgada no domingo.

Depois de renunciar em 10 de novembro, Morales foi exilado no México e, um mês depois, obteve refúgio na Argentina, de onde dirige a campanha do MAS.

Morales, que governou a Bolívia por quase 14 anos, é impedido de participar das eleições de maio.

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