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Soldados limpam os escombros deixados após tsunami em Coquimbo, no dia 18 de setembro de 2015

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O Chile instalou nesta terça-feira um moderno sistema de detecção de maremotos em duas regiões do norte e sul do país, com o objetivo de comprovar com maior rapidez a formação de um tsunami após um evento sísmico.

O sistema de última geração, equipado para detectar e medir tsunamis, foi inserido em duas boias DART 4G, uma delas colocada a 77 milhas da costa de Mejillones, a 1.407 km ao norte de Santiago, e a outra a 113 milhas de Constitución (343 km ao sul da capital chilena).

"Com a instalação destes novos instrumentos, o que se busca é poder incrementar a capacidade de detecção de maremotos a uma distância mais próxima dos terremotos que geram os tsunamis", informou um comunicado do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico do Exército (Shoa) do Chile, encarregado da nova tecnologia.

Os equipamentos, transportados num barco da marinha chilena, foram entregues pela National Oceanic and Atmosferic Administration (NOAA), uma agência científica do Departamento de Comércio dos Estados Unidos a cargo dos alertas de desastres no mar.

As boias estão em fase de teste e foram colocadas na fossa chileno-peruana, onde convergem as placas de Nazca e Sulamericana, área onde se geram eventos sísmicos de maneira permanente, segundo o Shoa.

O novo equipamento busca suprir o sistema DART II utilizado atualmente no Chile, o país mais sísmico do mundo.

Na última quarta-feira, um terremoto de 8,3 graus Richter provocou um tsunami que atingiu as costas do norte e centro do Chile, deixando 13 mortos e mais de 9.000 danificados.

Foi o terceiro terremoto e tsunami a atingir o Chile nos últimos cinco anos, após os do sul do país em 2010 - que deixaram mais de 500 mortos - e em Iquique (norte) em 2014, com seis mortos.

AFP