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Chile renova por 90 dias estado de catástrofe por causa pandemia

O presidente chileno, Sebastian Piñera, durante pronunciamento no palácio La Modeda, em Santiago afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. junho 2020 - 20:26
(AFP)

O Chile renovou por três meses nesta segunda-feira (15) o "estado de exceção constitucional por catástrofe", que deixa nas mãos dos militares a ordem pública e estabelece um toque de recolher noturno. O país já tem quase 180.000 casos e 3.362 mortos pela COVID-19.

A medida foi tomada pela primeira vez em 18 de março, quando havia apenas 238 casos, sem óbitos registrados. Agora foi renovada até setembro, um mês antes da realização de um plebiscito para definir se a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) deve ou não ser alterada.

Essa votação é considerada um passo fundamental para suavizar a grave crise social que o Chile enfrenta desde as manifestações em outubro, que sacudiram as ruas de Santiago e outras cidades do país até o início da pandemia, em março.

"É para proteger a vida dos chilenos", explicou o ministro da Defesa, Alberto Espina, sobre a medida que implica manter o toque de recolher noturno em vigor entre as 22H00 e as 5H00 por três meses, juntamente com patrulha militar nas ruas.

A extensão da medida de emergência preocupa o mundo político sobre seu impacto na campanha eleitoral para o plebiscito, que inicialmente estava previsto para 26 de abril e foi adiado para 25 de outubro por causa do avanço do novo coronavírus.

O estado de emergência por catástrofes permite que o governo possa garantir a segurança em hospitais e centros de saúde, proteger a transferência de suprimentos médicos e facilitar o atendimento e a transferência de pacientes e funcionários da área da saúde.

Segundo as autoridades, também permite o cumprimento de quarentenas e medidas de isolamento social.

Ainda assim, todas as medidas de confinamento não trouxeram uma redução da mobilidade das pessoas, o que permitiria retardar o avanço do vírus no país.

No último sábado, a polêmica sobre a estratégia de saúde e a contagem dos mortos custou o cargo do ministro da Saúde, Jaime Mañalich, confidente do presidente Sebastián Piñera.

Mañalich foi substituído por Enrique Paris, pediatra e ex-presidente da Faculdade de Medicina.

Nesta segunda, a contagem oficial mostrou novamente que o coronavírus não deu trégua ao país.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 5.143 novos casos, totalizando 179.436, desde o primeiro registro em 3 de março, além de 39 mortes, passando para um total de 3.362 falecidos no Chile.

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