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Chile supera 5 milhões de vacinados duas semanas antes do previsto

Profissional da saúde aplica dose da vacina chinesa CoronaVac contra a covid-19, em Santiago, Chile afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. março 2021 - 18:28
(AFP)

O Chile superou nesta terça-feira a marca de 5 milhões de pessoas vacinadas contra a covid-19 com ao menos uma dose, pertencentes aos grupos de maior risco, duas semanas antes do prazo estabelecido pelo governo de Sebastián Piñera, informaram autoridades.

No país, de 19 milhões de habitantes, o processo de vacinação começou com os profissionais da saúde em 24 de dezembro e continuou com os grupos da população de maior risco - portadores de doenças crônicas e idosos - em 3 de fevereiro. A meta oficial era alcançar os cinco milhões com ao menos uma dose em 30 de março.

Até o momento, duas vacinas foram administradas no Chile: a do laboratório americano Pfizer e a Coronavac, do chinês Sinovac. Autoridades de saúde informaram que até o momento conseguiram vacinar 5.011.517 pessoas com pelo menos uma dose, graças a uma grande campanha em todo o país, com quase 15.000 pontos de vacinação administrados principalmente pelos municípios e pelos centros de atenção à saúde primária.

"Esta conquista é mérito e pertence a todos os chilenos", disse o presidente Piñera, em uma cerimônia no palácio presidencial de La Moneda, onde anunciou o cumprimento da primeira meta da vacinação.

O segundo objetivo é vacinar com as duas doses 15 dos 19 milhões de habitantes do país no primeiro semestre, a um ritmo de mais de 150.000 imunizados diários em média, mas que, em alguns dias, superou 415 mil doses aplicadas. Nesta terça-feira, 2.139.079 pessoas já estavam vacinadas contra a covid-19 com as duas doses, segundo relatório do Ministério da Saúde.

- Tarefa difícil -

O governo de Piñera iniciou em maio do ano passado as gestões para fechar acordos de compra de vacinas. O presidente afirmou que o Chile tem 35 milhões de doses de vários laboratórios garantidas até o momento.

Todos os profissionais de saúde estão vacinados e grande parte dos professores já recebeu pelo menos uma dose após o início do ano letivo neste mês de março.

"Garantir as vacinas para todos os chilenos tem sido uma tarefa extraordinariamente difícil e cheia de obstáculos, mas estamos cumprindo", acrescentou Piñera, cujo governo havia destinado cerca de 300 milhões de dólares para a compra das doses.

Essa primeira meta, no entanto, foi cumprida no momento em que o país enfrenta um aumento nos casos diários de coronavírus, com mais de 5.000 novos contágios registrados e um preocupante aumento nas taxas de ocupação de UTIs.

A covid-19 infectou mais de 900.000 pessoas no Chile e deixou 21.700 mortos até o momento.

- Uma luz com a vacina -

Apesar do aumento dos contágios, que levou o governo a reconfinar quase um terço da população do país esta semana, o avanço do processo de vacinação traz esperança. Um asilo do sul cujos residentes e funcionários haviam recebido a primeira dose da Sinovac no começo de fevereiro resistiu com sucesso a um grande surto da doença, após serem reportados no local 70 infectados. Apenas uma idosa morreu, "mas ela estava entre os quatro residentes do lar que, por diversos motivos, não receberam a vacina", informou o asilo, localizado em Ancud.

A vacina também chegou às bases chilenas na Antártica. Em dezembro passado, após meses sem infectados, foi reportado um surto de coronavírus com 36 infectados na base mantida pelo Exército chileno naquele território.

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