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Chile supera as 2.0000 mortes por COVID-19

Funcionário de saúde com roupa especial empurra um caixão em frente ao necrotério do hospital público San José, em Santiago do Chile, em meio à pandemia do novo coronavírus 6 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. junho 2020 - 21:24
(AFP)

O Chile reconheceu neste domingo (7) 653 óbitos pelo novo coronavírus, elevando a 2.290 as mortes na pandemia, depois de reportar também o número mais alto de contágios e mortos nas últimas 24 horas.

No balanço diário, o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, afirmou - após semanas de denúncias da imprensa - "a necessidade de reconhecer, segundo as recomendações da OMS, tanto em março, quanto em abril, em atribuir como possíveis casos de mortes associadas à COVID-19 um número de 653 pessoas falecidas".

Além desta correção, foi registrada no domingo a cifra mais alta de mortos por COVID-19 em um dia, 96. O número diário, somado aos registros revisados, elevou o total de falecidos de 1.541 no sábado para 2.290 no domingo.

Estes mais de 650 mortos teriam falecido por causa do novo coronavírus, mas não tinham sido contabilizados porque não chegaram a ser submetidos a exames de PCR (com swab) antes de morrer.

As autoridades chilenas começarão a contar como vítimas de COVID-19 os mortos que apresentavam um quadro clínico compatível com a doença, determinado por um médico.

"Estamos fazendo uma mudança metodológica da forma como contamos às pessoas que morreram e que supostamente sua morte poderia estar vinculada a uma infecção por COVID-19", explicou o ministro.

Junto com o número de falecimentos neste domingo também foi reportado no Chile uma cifra recorde de novos contágios em 24 horas, de 6.405, totalizando 134.150 infectados desde que a pandemia começou no país, em 3 de março.

Mañalich informou, ainda, que as comunas de Calama (norte) e San Antonio (centro) entrarão em quarentena a partir de terça-feira diante de um preocupante aumento dos casos, unindo-se à região de Tarapacá (norte) e à de Santiago, que estão em confinamento geral pela quarta semana consecutiva.

Santiago, a capital chilena, onde moram sete dos 18 milhões de habitantes, é o foco da pandemia, com cerca de 80% dos contágios e serviços de saúde que estão à beira do colapso.

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