Navigation

Chile tem protestos no segundo dia de provas para admissão em universidades

Manifestante exibe cartaz durante protesto contra o Exame de Admissão a Universidades no Chile afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. janeiro 2020 - 19:56
(AFP)

Novas manifestações nesta terça-feira (7) impediram que estudantes de algumas escolas se apresentassem pelo segundo dia para o Exame de Seleção Universitária (PSU), a única forma de admissão às universidades chilenas, considerada "discriminatória" por grupos que pedem o boicote ao processo.

Grupos de estudantes protestaram novamente do lado de fora de várias escolas, evitando a entrada de alunos inscritos para fazer o exame.

À tarde, a divulgação das questões da prova de ciências sociais forçou as autoridades a suspender o exame.

"Devido ao vazamento do Teste de História, Geografia e Ciências Sociais (...), a aplicação do teste foi suspensa", anunciou o Conselho de Reitores das Universidades Chilenas.

Na segunda-feira, o protesto estudantil já havia impedido que o exame fosse realizado em 86 estabelecimentos, afetando cerca de 42.000 estudantes, o equivalente a 14% do total de matriculados, segundo as autoridades.

"É uma situação que foi antecipada, mas a atitude e a violência foram maiores do que o previsto", declarou Leonor Varas, diretora do Departamento de Avaliação Educacional, Medição e Registro (Demre).

Varas disse, no entanto, que os alunos inscritos não serão prejudicados.

O exame estava marcado para novembro do ano passado, mas foi adiado duas vezes devido a manifestações sociais que eclodiram no Chile no final de outubro e deixaram 29 mortos.

Cerca de 300.000 estudantes se inscreveram para o exame - que é realizado uma vez por ano - em 729 escolas e outras instituições em todo o Chile.

A Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários (ACES) convocou o "boicote" ao processo de seleção, estimando que o mesmo perpetua os problemas de segregação da educação chilena.

O teste padronizado mede as habilidades e os conhecimentos acumulados nos últimos quatro anos do Ensino Médio.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.