Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O advogado chinês Gao Zhisheng, ícone da defesa dos direitos humanos, durante uma entrevista no seu escritório em Pequim, em 2 de novembro de 2005.

(afp_tickers)

O advogado chinês Gao Zhisheng, eminente defensor dos direitos humanos, cuja detenção provocou indignação no exterior, foi libertado nesta quinta-feira, depois cumprir pena de três anos de prisão, informou a família à AFP.

Gao, defensor da causa dos chineses desfavorecidos - cristãos, menores de idade ou ciberdissidentes -, foi detido em fevereiro de 2009 e mantido em isolamento total.

Depois de ser libertado em março de 2010, o dissidente voltou a ser detido.

"Saiu (da prisão), mas ainda não retornou para casa (na província de Shaanxi). Está na casa do genro em Urumqi", afirmou à AFP um parente de Gao que pediu anonimato.

Gao Zhisheng estava preso em Urumqi, a capital da região muçulmana de Xinjiang.

As autoridades não informaram se Gao Zhisheng, de 50 anos, será mantido em residência vigiada.

Sua esposa Geng He, refugiada nos Estados Unidos, expressou à AFP o temor de que a liberdade de movimentos do marido seja prejudicada por novas restrições.

"Como já foi submetido a prolongados períodos de 'desaparecimento' forçado, estamos preocupados com o que poderia acontecer quando retornar para casa", disse Maya Wang, pesquisadora da ONG Human Rights Watch.

Gao, julgado em 2006 por "subversão do poder estatal", foi condenado a três anos de prisão com suspensão condicional da pena e colocado em residência vigiada, mas depois foi detido em várias oportunidades.

O anúncio em 2011 de sua condenação a três anos de prisão foi muti criticado por Estados Unidos, União Europeia e ONU, que pediram sua libertação.

AFP