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Imagem divulgada pelo Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentação em 17 de março de 2013 mostra flor em laboratório em Tsukuba, no Japão. A duração de vida destas flores praticamente duplicou no experimento.

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Um grupo de cientistas japoneses afirma ter descoberto o gene responsável por fazer com que alguma espécies de flores murchem tão rapidamente.

Ao suprimir este gene, chamado "EPHEMERAL1", a duração de vida destas flores praticamente duplica, explicou Kanichi Shibuya, um dos principais autores de um estudo realizado por um instituto de pesquisa em agricultura e alimentação de Tsukuba com a Universidade de Kagoshima.

As "flores não tratadas começaram a murchar 13 horas depois de sua eclosão, as geneticamente modificadas duraram 24 horas", explicou Shibuya à AFP. "Concluímos que o gene está vinculado à senescência das pétalas", acrescentou.

Esta descoberta pode permitir elaborar métodos para prolongar a vida das flores cortadas.

"Não seria realista modificar os genes de todas as espécies de flores, mas podemos buscar outras formas de eliminar o gene incriminado fazendo, por exemplo, as flores cortadas absorverem uma solução que impediria a ativação do gene", acrescenta Shibuya.

Para algumas flores, como os cravos, os floristas utilizam atualmente produtos químicos para inibir o etileno, um hormônio vegetal que acelera a floração. Mas o etileno não está envolvido no envelhecimento de outras flores populares, como a tulipa e o lírio.

Um gene similar ao EPHEMERAL1 pode ser o responsável pelo envelhecimento das pétalas destas plantas, o que significa que sua desativação pode prolongar a duração da floração.

AFP