Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Mulheres paquistanesas muçulmanas compram acessórios em mercado na cidade de Karachi, em 23 de julho de 2014

(afp_tickers)

A circuncisão também reduz o risco de as mulheres virem a contrair Aids, segundo um estudo apresentado nesta sexta-feira na Conferência Internacional sobre a epidemia, em Melbourne, Austrália.

De acordo com o estudo feito com uma comunidade sul-africana onde havia muito homens circuncidados, as mulheres que mantiveram relações sexuais apenas com esse grupo tiveram cerca de 15% menos chances de serem contaminadas em comparação com as mulheres com companheiros não circuncisos.

"A redução do risco é pequena, mas é um começo", declarou um dos autores do estudo, Kevin Jean, da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids francesa (ANRS).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a circuncisão para homens dos 14 países da África Subsaariana com os maiores níveis de infecção.

Vários estudos demonstraram que a circuncisão reduzia nos homens entre 50% e 60% dos riscos de contaminação.

A pesquisa da ANRS se concentrou em 2.452 mulheres com idades entre os 15 e os 20 anos que moram em Orange Farm (África do Sul), fazendo entrevistas e exames de sangue em 2007, 2010 e 2012.

O percentual de homens circuncidados aumentou de 12% para 53% durante o período do estudo.

Mais de 30% das mulheres informaram ter mantido relações só com homens circuncidados e 17,8% delas foram infectadas com o vírus da Aids, enquanto no outro grupo de mulheres, a taxa de contágio foi de 30,4%.

AFP