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Cirurgião realiza primeira operação remota com rede 5G

O médico Antonio de Lacy fala sobre a cirurgia, durante congresso em Barcelona afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. fevereiro 2019 - 14:37
(AFP)

Um cirurgião na Espanha realizou nesta quarta-feira a primeira operação guiada remotamente usando a nova geração de redes ultrarrápidas 5G, que começa a se espalhar pelo mundo.

Embora já tenham sido realizadas cirurgias remotas com redes sem fio no passado, a 5G aumenta a definição e qualidade da imagem, cruciais para os médicos tomarem decisões com o máximo de informação possível e, assim, reduzir o risco de erros.

A 5G também reduz a latência - o tempo necessário para receber uma resposta às informações enviadas - das redes, sendo as informações entregues quase instantaneamente.

E, no futuro, os especialistas preveem que essa tecnologia permitirá que os cirurgiões realizem operações remotas controlando um braço robótico.

Na demonstração, realizada no Congresso Mundial do Mobile, nos arredores de Barcelona, o Dr. Antonio de Lacy participou em tempo real da equipe cirúrgica que operou um paciente de um tumor intestinal a cinco quilômetros de distância no Hospital Clínic.

De Lacy, diretor do serviço de cirurgia gastrointestinal do hospital, usou seu dedo para marcar na tela uma área do intestino onde há nervos e pediu à equipe para ter muito cautela para não cortá-la.

"É o primeiro passo para alcançar nosso sonho, que é fazer operações remotas num futuro próximo", disse ele.

John Hoffman, CEO da associação de operadoras móveis que organiza a conferência, a GSMA, disse que foi "a primeira cirurgia no mundo orientada por 5G".

"Isso é realmente revolucionário e é apenas um dos benefícios que a 5G trará para nós", acrescentou.

Durante a operação, a conexão 5G teve um atraso de apenas 0,01 segundo, muito abaixo dos 0,27 segundo das redes 4G atualmente implantadas nos países desenvolvidos.

"Se fizer uma cirurgia assistida remotamente, você precisa estar lá quase em pessoa. Não pode ter mais do que um par de milissegundos de latência. E é aí que a tecnologia 5G entra, explicou à AFP o diretor da GSMA, Mats Granryd.

A baixa latência do 5G, sua velocidade rápida e sua vasta capacidade de transmissão de dados também devem ajudar a revolucionar os jogos multiplayer ou robôs industriais e abrir caminho para novas tecnologias, como veículos autônomos.

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