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Colômbia pronta para defender soberania diante de 'ameaças' da Venezuela

(Arquivo) O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, disse que às autoridades que "não cederão à provocação" afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. setembro 2019 - 13:01
(AFP)

As autoridades da Colômbia estão "prontas" para defender sua soberania diante das "ameaças" do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que acusou Bogotá de realizar manobras para iniciar um conflito militar, declarou nesta quarta-feira o chanceler Carlos Holmes Trujillo.

Diante das "ameaças que vêm fazendo a partir deste regime chavista, as autoridades colombianas não se deixam provocar, mas estão prontas para garantir a soberania e a tranquilidade dos colombianos", declarou Trujillo em mensagem de áudio à imprensa.

O chanceler garantiu que Bogotá "seguirá atuando" através do Grupo de Lima, que integra com outros onze países latino-americanos e o Canadá, para exigir eleições livres na Venezuela e uma saída diplomática para a crise.

Na terça-feira, Maduro acusou o governo da Colômbia de utilizar a mobilização de dissidentes da extinta guerrilha das Farc para uma "manobra" visando "começar um conflito militar" entre os dois países, e decretou "alerta" na fronteira.

"O governo da Colômbia não apenas meteu a Colômbia em uma guerra que recrudesce, mas agora pretende uma armação para agredir a Venezuela e começar um conflito militar contra nosso país", disse Maduro, acusado por Bogotá de apoiar líderes guerrilheiros.

Maduro também convocou exercícios militares na fronteira binacional entre 10 e 28 de setembro para "afinar todo o sistema de armas, todo o sistema operacional".

O presidente colombiano, Iván Duque, acusa Maduro de abrigar um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que, liderado por Iván Márquez, ex-número dois do movimento guerrilheiro, anunciou no final de agosto a retomada da luta armada.

Em maio, Maduro já havia decretado um "alerta máximo" da Força Armada diante de uma possível "escalada militar", após a Colômbia acusar a Venezuela de ser refúgio para mais de mil combatentes da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Caracas rompeu relações com Bogotá em fevereiro, após Duque reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

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