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Venezuelanos atravessam passagem fronteiriça internacional Simón Bolívar, na fronteira com a Colômbia, em 25 de julho de 2017

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Pouco mais de um milhão de venezuelanos migraram para a Colômbia nos últimos 16 meses, em sua maioria pressionados pela crise econômica, segundo um balanço do governo divulgado nesta quarta-feira (13).

Após um registro de identificação realizado em 413 de 1.200 municípios colombianos, as autoridades calcularam que do total de 442.462 pessoas estão com permissão de estadia, enquanto 376.572 irregularmente.

Estes dois grupos somam 819.034 venezuelanos, mas a "este número se somam 250.000 colombianos retornados. É assim como mais de um milhão de pessoas chegaram ao país nos últimos 16 meses vindos da Venezuela", destacou em um comunicado a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, encarregada do levantamento.

Entre a população recenseada, há 118.709 crianças e adolescentes.

Bogotá e as regiões fronteiriças concentram o maior impacto migratório. Do total de venezuelanos regulares "181.472 têm permissões especiais de permanência para trabalhar" e se encontram na capital e nos departamentos [estados] de Antioquia (noroeste) e Atlântico (norte), detalhou o governo.

A Colômbia enfrenta a maior onda migratória de sua história, devido à grave deterioração econômica da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Os dois países dividem uma fronteira de 2.219 km. Em vários trechos, há contrabando de drogas, mercadorias e combustível.

Além do censo, o governo de Juan Manuel Santos lançou um plano para atender às necessidades básicas dos venezuelanos. Também participam do programa as Nações Unidas e a Organização Internacional para as Migrações(OIM).

Santos culpa o governo de Nicolás Maduro pelo êxodo e pediu-lhe para abrir um canal humanitário, que lhe permita atender aos venezuelanos que "padecem a escassez e a fone".

Bogotá lidera a pressão externa contra o governo reeleito de Maduro.

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AFP