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Colômbia registra pela primeira vez mais de 300 mortes diárias por coronavírus

Soldados colombianos patrulham as ruas, durante os bloqueios rotativos na pandemia de COVID-19, em Bogotá, em 23 de julho de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. julho 2020 - 00:27
(AFP)

A Colômbia registrou 315 mortes pelo novo coronavírus nesta quinta-feira (23), o maior número registrado em um único dia desde que o primeiro contágio foi detectado no país em 6 de março, segundo dados oficiais.

Os dados mostram um aumento de 52,91% em comparação com a média de 206 óbitos registrados na última semana.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde (INS), um terço das mortes (111) ocorreu em Bogotá.

Diante do aumento de infecções, a prefeita da capital, Claudia López, ampliou nesta quinta-feira o confinamento de 2,5 para cinco milhões de pessoas para conter a propagação do vírus e evitar o colapso da rede de terapia intensiva com 91,6% dos leitos ocupados.

Os departamentos de Antioquia e Valle del Cauca, onde estão localizadas Medellin e Cali vêm em seguida com as maiores taxas de mortalidade diárias, com 36 e 33 óbitos.

A maioria das vítimas (92) registradas nesta quinta-feira tinham entre 70 e 79 anos, segundo o INS, vinte dias após a Justiça flexibilizar um confinamento rigoroso decretado pelo governo para proteger os idosos da pandemia.

Em 25 de março, o governo do presidente Iván Duque impôs medidas preventivas obrigatórias previstas para vigorar até 1º de agosto.

Com o agravamento da crise econômica - com cerca de cinco milhões de empregos perdidos - as restrições tiveram de ser relaxadas justamente no início do período mais crítico da emergência de saúde no país.

A Colômbia, com cerca de 50 milhões de habitantes, já registrou 226.373 casos e 7.688 mortes e é o quinto país mais afetado pela pandemia na América Latina em óbitos e infecções.

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