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Comércio reabre parcialmente em São Paulo, apesar do avanço da pandemia

Pessoas se aglomeram em uma rua no centro de São Paulo, após a reabertura do comércio, em 10 de junho de 2020. O município de São Paulo autorizou a reabertura de ruas comerciais sob medidas de segurança, como o uso de álcool gel e máscaras faciais. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. junho 2020 - 22:38
(AFP)

A cidade de São Paulo reabriu o comércio nesta quarta-feira (10), como parte de uma retomada gradual das atividades na maior cidade do Brasil, apesar do número de mortes e infectados por coronavírus continuar aumentando no país.

Na Rua 25 de março, o tradicional comércio popular no centro da cidade, os clientes fizeram fila do lado de fora das lojas muito antes da abertura.

Embora quase todos usassem máscaras, a maioria não respeitava as regras de distância mínima, aglomerando-se nas lojas e nas calçadas, segundo a AFP.

Nesta fase, as empresas estão autorizadas a abrir apenas quatro horas por dia, entre 11h e 15h, horário local, e devem seguir regras de higiene, como a distribuição de álcool em gel aos clientes.

Os shoppings devem reabrir na quinta-feira - um dia antes do Dia dos Namorados - após a assinatura de um acordo entre a Prefeitura e representantes do setor.

Na cidade de São Paulo, com população de mais de 12 milhões, a taxa de ocupação atual em leitos de terapia intensiva é de 67%.

Mas em todo o estado, onde vivem quase 46 milhões de pessoas, foi registrado um recorde de 340 mortes nas últimas 24 horas, somando um total que já é próximo a 10.000 mortes.

Vários especialistas consideram a reabertura de lojas apressada, uma vez que a curva da pandemia continua a subir no país, o segundo em número de infectados e terceiro em número de mortes em todo o mundo, com mais de 38.000 até a noite de terça-feira.

No Rio de Janeiro, a segunda cidade mais populosa do Brasil e o principal destino turístico, o prefeito Marcelo Crivella confirmou que os shopping centers serão reabertos na quinta-feira, com algumas restrições.

Os estacionamentos devem funcionar com um terço de sua capacidade, os clientes terão que medir a temperatura na entrada e os restaurantes só poderão oferecer comida para viagem.

Desde o início da pandemia, o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro defendeu o reinício das atividades econômicas, incitando os empresários a se oporem às medidas de contenção adotadas pelos governadores dos estados.

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