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Comandante confirma fechamento de fronteira entre Venezuela e Curaçao

O ministro da Defesa venezuelano Vladimir Padrino (D), cercado pelo Alto Comando Militar em 19 de fevereiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. fevereiro 2019 - 22:44
(AFP)

As autoridades venezuelanas determinaram nesta terça-feira (19) o fechamento da fronteira marítima e aérea entre a Venezuela e as Antilhas Holandesas, de onde o líder opositor Juan Guaidó espera a chegada de ajuda humanitária americana estacionada em Curaçao, confirmou o comandante na região, almirante Vladimir Quintero.

"Afirmativo", respondeu secamente Quintero à AFP, perguntado sobre informações reportadas pela imprensa local sobre a suspensão das comunicações marítimas e aéreas com Aruba, Bonaire e Curaçao, sem explicar as razões.

A decisão ocorre a quatro dias da entrada anunciada de ajuda humanitária enviada dos centros de distribuição, rejeitada pelo governo de Nicolás Maduro por considerá-la o início de uma invasão militar americana.

Cargas de medicamentos e alimentos levados em aviões militares dos Estados Unidos estão armazenadas na cidade colombiana de Cúcuta, perto da ponte fronteiriça de Tienditas, bloqueada por militares venezuelanos com caminhões e outros obstáculos.

Um segundo centro de distribuição no Brasil será aberto no estado fronteiriço de Roraima, com ajuda do Brasil, e um terceiro em Curaçao, aonde chegará um avião de assistência a partir de Miami.

A Força Armada venezuelana se declarou "em alerta" para evitar uma violação do território com a entrada anunciada de ajuda no sábado, rejeitando os apelos do chefe de Estado americano, Donald Trump, e Guaidó para que desobedeçam as ordens de Maduro.

Reconhecido por 50 países como presidente interino da Venezuela, Guaidó assegurou que a ajuda humanitária entrará de uma forma ou de outra e nesta quarta-feira, voltou a pedir aos militares que deixem-na passar.

A suspensão do tráfego aéreo e marítimo com Aruba, Curaçao e Bonaire, também fou ordenada por Maduro em janeiro de 2018 "para frear supostas máfias de contrabando".

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