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Começa julgamento do pior acidente aéreo da Argentina 22 anos depois

Membros da força aérea do Uruguai em local de queda do avião da Austral, em 11 de outubro de 1997 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. março 2019 - 16:20
(AFP)

Um tribunal de Buenos Aires começa, nesta terça-feira, a julgar 35 acusados pela queda de um avião em outubro de 1997 na localidade uruguaia de Fray Bentos, que causou a morte dos 74 ocupantes, na pior tragédia aérea da Argentina.

Quase 22 anos após a tragédia, o caso é julgado como 'dano doloso', ou seja, dano em grande escala e produzido com a intenção, por negligência ou inépcia. É um crime punível com entre 10 e 25 anos de prisão.

Em 10 de outubro de 1997, o voo 2553 da companhia aérea Austral que fazia o trajeto entre Posadas (nordeste) e Buenos Aires caiu na cidade uruguaia de Fray Bentos, vizinha da argentina Gualeguaychú (230 km ao norte).

Segundo a denúncia, faltava na aeronave um alarme obrigatório que teria alertado a tripulação que o sistema de aquecimento do 'tubo Pilot' (sensores que determinam a velocidade do vento) não funcionava.

Na primeira audiência desta terça-feira, em Buenos Aires, ocorreu a leitura, diante dos familiares das vítimas, do requerimento de indiciamento e foi definida a data de 9 de abril para a segunda audiência, na qual devem ter início os depoimentos de testemunhas.

O julgamento oral tinha sido adiado quatro vezes, a última há um ano.

Os réus são ex-diretores da Austral, uma companhia de voos internos e regionais que na época estava nas mãos da espanhola Iberia, e ex-membros da Força Aérea Argentina, até então a mais alta autoridade da aviação.

Austral, junto com a Aerolíneas Argentinas, havia sido comprada pela Iberia em 1990 na onda de privatizações impulsionada pelo ex-presidente Carlos Menem (1989-1999). Em 2001, ambas estavam praticamente em falência e passaram para as mãos do Grupo Marsans. Em 2008 voltaram à gestão estatal argentina.

No avião da Austral, um McDonnell Douglas DC-9-32, viajavam 69 passageiros e cinco tripulantes.

Houve um julgamento civil e uma indenização, mas um grupo de familiares das vítimas optou por levar o caso aos tribunais penais.

Na noite da tragédia, a companhia demorou várias horas para informar os familiares das vítimas que aguardavam no Aeroparque de Buenos Aires.

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