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Commodities têm resultados mistos, com queda do preço do petróleo

Fábrica em Bozhou, China, é vista em 22 de maio de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2014 - 21:57
(AFP)

Os preços das commodities sofreram pressões díspares nesta semana. As cotações do petróleo recuaram com a percepção de que as tensões no Iraque não devem afetar o fornecimento de cru e pelas preocupações crescentes em relação à demanda dos Estados Unidos.

Além disso, dados da economia americana indicaram uma queda de 2,9% no PIB do primeiro trimestre, bem abaixo da previsão de -1,0%.

PETRÓLEO: O mercado de petróleo registrou queda dos preços, com as preocupações relativas à demanda nos EUA e com a percepção de que a oferta iraquiana não deve ser abalada pela violência no país, explicam analistas.

De acordo com os dados oficiais, os gastos do consumidor, que representam dois terços do crescimento da economia americana, cresceram apenas 0,2% em maio, após o achatamento em abril.

Além disso, os pedidos de auxílio desemprego, pelos quais se pode estimar o ritmo das demissões, somaram 312 mil na semana encerrada dia 21 de junho, em queda de 2mil pedidos em comparação com a semana anterior.

As reservas de petróleo nos EUA cresceram, surpreendentemente, 1,7 milhão de barris na semana encerrada em 20 de junho. O número decepcionou os analistas, que esperavam uma queda de 1,2 milhão de barris, o que indica uma contração da demanda.

"Com os dados fracos e com o crescimento dos estoques de cru, os investidores concentram suas atenções no lado da demanda", disse Fawad Razaqzada, analista do site Forex.com.

Os preços do petróleo em Nova York tinham avançado com as especulações de que Washington liberará as exportações de petróleo cru, proibidas desde a crise do petróleo, e pelas tensões no Iraque.

Nesta sexta-feira, o Brent do Mar do Norte, em Londres, para entrega em agosto caiu para 113,18 dólares o barril, comparado com os 114,66 dólares da semana passada.

Na New York Mercantile Exchange, o "light sweet crude" (WTI) para o mesmo prazo também sofreu queda, a 105,55 dólares o barril, em comparação com os 107,13 dólares na semana passada.

- Ouro em alta com tensões no Iraque -

METAIS PRECIOSOS: Os investimentos em ouro continuam crescendo, no contexto de preocupações geopolíticas relativas a Iraque e Ucrânia, alcançando um pico de dois meses, a 1.325,92 a onça na terça-feira.

"Com as tensões geopolíticas em países como Ucrânia, Síria e Iraque com poucas possibilidades de serem resolvidas rapidamente, a demanda por um ativo seguro deve ser mantida por um bom tempo", avaliou Jonathan Sudaria, da Capital Spreads.

O preço da prata também aumentou, chegando a um pico de três meses, a 21,20 dólares a onça.

Nesta sexta-feira, no London Bullion Market, o preço do ouro subiu para 1.317,50 dólares a onça, de 1.312,50 na semana anterior. A prata foi cotada a 21,04 dólares a onça.

No London Platinum and Palladium Market, a platina subiu para 1.479 dólares a onça, em comparação aos 1.456 dólares a onça na semana passada. O paládio subiu para 839 dólares a onça, dez dólares a mais do que na última sexta-feira, quando era cotado a 829 dólares.

METAIS INDUSTRIAIS: O preço da maioria dos metais industriais avançou, com o zinco batendo outro recorde de 16 meses, a 2.198 dólares a tonelada, pela divulgação dos dados da economia da China, que precisa de grandes quantidades de metais para manter seu crescimento.

O HSBC informou que seu índice de Gerente de Compras(PMI)da indústria chinesa chegou a 50,8 neste mês, maior do que o de 49,4 registrado em maio. Valores acima de 50 pontos indicam crescimento e abaixo de 50, contração. É a primeira vez que esse índice ultrapassa os 50 pontos, desde dezembro, quando chegou a 50,5.

Na London Metal Exchange, o cobre para entrega em três meses subiu para 6.956 dólares a tonelada, de 6.779,75 na semana anterior.

O alumínio para entrega em três meses teve queda, para 1.886 dólares a tonelada, em comparação aos 1.894 dólares na semana passada.O chumbo para entrega no mesmo prazo subiu para 2.166 dólares a tonelada. O estanho caiu para 22.315 dólares a tonelada; o níquel avançou para 18.825 dólares a tonelada; e o zinco para 2.187 dólares a tonelada em comparação com os 2.172,25 dólares da semana anterior.

- Café avança e açúcar recua -

CAFÉ: Os preços do café avançaram em meio a preocupações relativas à oferta.

"O Arabica subiu com as preocupações sobre as condições das colheitas que abastecem o mercado", afirmou Sterling Smith, analista do Citi.

No ICE Futures US, o Arabica para entrega em setembro avançou para 181,30 centavos de dólar o quilo em comparação aos 170,50 centavos da semana anterior.

No LIFFE, o Robusta com entrega em setembro subiu para 2.036 dólares a tonelada em comparação aos 1.978 dólares da semana passada.

AÇÚCAR: O mercado de açúcar recuou, apesar das preocupações relativas à oferta do Brasil, produtor-chave.

"Apesar de algumas chuvas, muitas áreas no Brasil continuam muito secas, o que indica uma redução da colheita maior do que a que está em curso", disseram analistas do Commerzbank.

Nesta sexta-feira no LIFFE, o preço da tonelada de açúcar refinado para entrega em agosto caiu para 483,10 dólares, em comparação com os 488,50 dólares da semana anterior.

No ICE Futures US, o preço do açúcar sem refino recuou para 18,55 centavos de dólar o quilo. Na semana anterior a cotação era de 18,63 centavos.

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