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A companhia aérea americana Delta anunciou nesta terça-feira que suspendeu seus voos com destino a Israel por causa das tensões na região, e para garantir a segurança de seus passageiros e funcionários

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Vários voos com destino a Israel foram cancelados nesta terça-feira por companhias americanas e europeias, depois da queda de um míssil perto do aeroporto internacional de Tel Aviv.

Apesar do grande número de cancelamentos, o ministro israelense dos Transportes, Israel Katz, afirmou que não há razão alguma para cancelar os voos ao país, explicando que as atividades no aeroporto de Ben Gurión seguiam normalmente.

A Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos proibiu suas companhias aéreas de voar entre os Estados Unidos e Israel por pelo menos 24 horas.

A agência afirmou em um comunicado que a proibição é somente para companhias norte-americanas, e que "instruções atualizadas" seriam emitidas "enquanto as condições permitirem".

Mas a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, disse que é provável que a proibição de sobrevoar Israel e os Territórios Palestinos seja prolongada para além de 24 horas.

As companhias aéreas americanas Delta, US Airways e United Lines já haviam anunciado a suspensão de seus voos com destino a Israel momentos antes da proibição da FAA. Rapidamente outras empresas, como Air France, Lufthansa, Brussels Airlines, KLM, EasyJet ou Air Canada também anunciaram o cancelamento.

A Delta anunciou que deixaria de voar para Israel "para garantir a segurança de seus passageiros e empregados". A companhia informou que um de seus Boeing 747, que partiu do aeroporto JFK, em Nova York, com destino a Tel Aviv com 290 pessoas a bordo, tinha sido desviado para o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, depois de receber informações de que foguetes haviam caído próximo ao aeroporto israelense.

"A Delta suspendeu até novo aviso seu serviço entre o aeroporto internacional Ben Gurion em Tel Aviv e seu terminal no JFK", informa a companhia.

A US Airways cancelou nesta terça-feira seus voos 797, que cobre o trajeto entre Tel Aviv e a Filadélfia, e 796, que faz o caminho inverso, conforme informou a empresa à AFP. Em seu site, outra companhia, a United Airlines, indica que seu voo de Newark a Tel Aviv tinha sido cancelado por um problema de "disponibilidade" de um dispositivo.

A série de cancelamentos foi causada pelo disparo de um míssil a partir da Faixa de Gaza que caiu ao norte do aeroporto Ben Gurion, segundo a Polícia israelense.

"Uma casa foi danificada por um foguete na região de Kiryat Ono Yehud, a alguns km do aeroporto", disse à AFP a porta-voz da Polícia, Luba Samri.

- Cancelamentos na Europa -

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou a suspensão de seus voos para Tel Aviv por 36 horas em razão "da situação instável" no aeroporto de Ben Gurion.

Essa decisão inclui todos os voos da Lufthansa e de suas filiais Germanwings, Austrian Airlines e Swiss. Ela foi tomada "pela segurança de seus passageiros e tripulantes", apesar de não haver uma recomendação oficial das autoridades de regulamentação aérea, explica o grupo.

Já a Air France confirmou nesta terça-feira à AFP a suspensão "até nova ordem" de seus voos para Israel devido à tensão.

Duas semanas depois do início de uma ofensiva lançada por Israel na Faixa de Gaza, que deixou até agora mais de 600 palestinos mortos, o secretário-geral da ONU e o secretário de Estado norte-americano tentavam nesta terça-feira estabelecer um cessar-fogo. Vinte e sete soldados e dois civis israelenses também morreram desde o início das operações.

O Departamento de Estado havia recomendado na segunda-feira a seus cidadãos que não viajassem a Israel nem a Gaza e Cisjordânia.

AFP