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Condenam no Chile seis ex-agentes de Pinochet por homicídio de ex-presidente Frei

O ex-presidente chileno, Eduardo Frei, durante uma visita ao cemitério para homenagear seu pai, o ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970) em Santiago em 8 de dezembro de 2009 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2019 - 18:56
(AFP)

Um juiz chileno condenou nesta quarta-feira (30) a penas de entre três e 10 anos de prisão seis colaboradores da ditadura de Augusto Pinochet por sua responsabilidade no homicídio do ex-presidente Eduardo Frei Montalva em 1982.

Após mais de 15 anos de investigações e uma sentença de mais de 800 páginas, o juiz Alejandro Madrid decidiu condenar os seis acusados por "homicídio simples por envenenamento após uma intervenção cirúrgica" à qual se submeteu o ex-presidente Frei (1964-1970) na clínica Santa María de Santiago, em 22 de janeiro de 1982, em plena ditadura, indicou um comunicado do Poder Judiciário.

A sentença foi qualificada como histórica pelos advogados da família de Frei, já que se trata da primeira condenação na história do Chile pelo homicídio de um ex-chefe de Estado.

A ditadura ordenou a morte de Frei porque a figura do ex-presidente se alçava como um dos maiores opositores de Pinochet, cujo regime começou a enfrentar os primeiros protestos sociais no início da década de 1980.

O juiz condenou o médico Patricio Silva Garín à pena efetiva de 10 anos de prisão como autor do crime de homicídio, que liderou a operação para fornecer veneno ao Frei para provocar a sua morte aos 71 anos.

Enquanto isso, foram condenados a sete anos de prisão Luis Becerra Arancibia, motorista pessoal do presidente e informante da Inteligência da ditadura, e Raúl Lillo Gutiérrez, agente civil da Central Nacional de Inteligência (CNI), como coautores do mesmo crime.

O médico Pedro Valdivia foi condenado a cinco anos de prisão como cúmplice, e tanatologistas Helmar Rosenberg e Sergio González, a três anos de prisão na qualidade de acobertadores, pena que deverão cumprir mediante a remissão condicional.

A ditadura militar de Pinochet deixou mais de 3.200 mortos e 38.000 torturados, segundo dados oficiais.

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