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Flores deixadas em frente ao Centro de Convenções e Exposições (MCEC) em homenagem aos mortos no voo MH17, antes do início da conferência internacional sobre Aids, em Melbourne

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A conferência internacional sobre a Aids começou este domingo, na Austrália, com uma homenagem aos especialistas que morreram no voo malaio MH17 e com a promessa de vencer esta epidemia que matou duas vezes mais pessoas que a Primeira Guerra Mundial.

Milhares de especialistas, pesquisadores, voluntários e ativistas fizeram um minuto de silêncio na abertura da 20º conferência mundial sobre Aids, celebrada este ano em Melbourne (sul da Austrália).

Foram homenageados os especialistas e ativistas que viajavam no avião da Malaysia Airlines, que supostamente foi derrubado por um míssil na quinta-feira no leste da Ucrânia.

Entre eles estava o holandês Joep Lange, um eminente especialista da luta contra a epidemia que tinha presidido entre 2002 e 2004 a Sociedade Internacional sobre Aids, organizadora da conferência mundial.

"Que o nosso silêncio represente nossa tristeza, nossa indignação e nossa solidariedade", declarou a cientista francesa Françoise Barre-Sinoussi, prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus.

Centenas de participantes amarraram laços vermelhos, símbolo da luta contra a Aids, nos painéis dedicados aos desaparecidos. Na terça-feira será celebrado um velório na praça principal de Melbourne.

Nos próximos cinco dias serão realizados centenas de seminários, conferências e oficinas sobre o impacto deixado pela pandemia na saúde, mas também nos costumes, nas leis, na luta contra a discriminação e nos governos dos países, desde o primeiro caso, registrado há 33 anos.

O número de mortos por Aids no mundo diminuiu em 2013, com 1,5 milhão de mortos (-11,8% em um ano), a redução mais importante desde o pico em 2005, segundo a ONUAids, o programa que coordena as ações das diferentes agências da ONU sobre o tema.

Atualmente há no mundo 35 milhões de pessoas infectadas, das quais 2,1 milhões se contaminaram em 2013.

Os tratamentos antirretrovirais, que reprimem o vírus da Aids, o HIV, são cada vez mais acessíveis e está sendo explorado seu uso preventivo.

Em 2013, cerca de 13 milhões de pessoas dos países pobres tinham acesso a estes antirretrovirais com relação ao 1,3 milhão de 2005.

Isto se soma às campanhas na África subsaariana para promover a circuncisão masculina, que reduz consideravelmente o contágio sexual dos homens.

Mas a conferência também pretende transmitir a indignação pelas leis que estigmatizam a homossexualidade na África ou aos consumidores de drogas da antiga União Soviética.

Desde o primeiro caso, em 1981, 78 milhões de pessoas se contaminaram com o vírus da Aids, que destrói o sistema imunológico do corpo, deixando-o vulnerável a várias doenças graves, entre elas a tuberculose e a pneumonia.

AFP