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Confira as datas-chave da Revolução cubana

(Arquivo) Foto tirada em 8 de janeiro de 1959 mostra o líder cubano Fidel Castro (C) e Camilo Cienfuegos (E) em Havana afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. dezembro 2018 - 13:58
(AFP)

Há sessenta anos Fidel Castro liderou uma revolução que tomou o poder em Cuba. A seguir, um resumo dos fatos mais relevantes desde aquela data até a atualidade.

Vitória da Revolução

Em 1º de janeiro de 1959, o ditador Fulgencio Batista foge de Havana após 26 meses de luta da guerrilha dos irmãos Castro. Vitória da Revolução, que começaria a se radicalizar em maio daquele ano com a primeira lei de reforma agrária.

Nacionalização e embargo

Em 17 de agosto de 1960, empresas americanas foram nacionalizadas em Cuba, como resposta ao boicote petroleiro e à redução do sistema de cotas açucareiras, que levariam ao rompimento de relações bilaterais em 3 de janeiro de 1961. Em 1962, Washington decreta o embargo, ainda vigente.

Baía dos Porcos

Entre 15 e 19 de abril de 1961, as tropas revolucionárias derrotam 1.400 anticastristas treinados e financiados pela CIA, que tentam invadir Cuba pela Baía dos Porcos. Declara-se o caráter socialista da Revolução. Em 1965, as forças políticas existentes são unificadas no Partido Comunista de Cuba (PCC), o único desde então.

Crise dos Mísseis

De 14 a 28 de outubro de 1962, mísseis instalados em Cuba pela União Soviética foram descobertos pelos Estados Unidos, desatando uma crise que fez o mundo tremer, temendo o início de uma guerra nuclear.

Morte do "Che"

Em 9 de outubro de 1967, Ernesto Che Guevara, companheiro de armas de Fidel Castro, morre na Bolívia, um revés para a luta guerrilheira que Cuba fomentou na América Latina, razão pela qual foi acusada de "exportar a revolução".

De olho na URSS

Em 26 de julho de 1970, fracassa a "safra dos 10 milhões". Conseguem-se 8,1 milhões de toneladas de açúcar, principal matéria-prima da ilha. Cuba se volta para a órbita econômica soviética, e em 1972 entra no Conselho de Ajuda Mútua Econômica (Came).

Operação "Carlota"

Em 5 de novembro de 1975 tem início a participação militar cubana na África, inicialmente em Angola, país mergulhado em uma guerra civil após a sua independência. Também se deslocam para a Etiópia, e em grau menor a outra dezena de países. Terminou em 1991 e envolveu cerca de meio milhão de soldados. A operação denominou-se "Carlota", em homenagem a uma escrava negra que lutou por sua liberdade na Cuba colonial.

O Período Especial

Em 29 de agosto de 1990, Cuba anuncia o início do Período Especial, um programa de ajuste e resistência para enfrentar a forte crise que levou ao desmantelamento da URSS e do bloco comunista.

Raúl no comando e morte de Fidel

Em 31 de julho de 2006, com um Fidel doente, Raúl, até então o número dois no poder em Cuba, substitui o irmão no comando do governo. Torna-se oficialmente presidente em 2008 e inicia um lento programa de reformas para "atualizar" o modelo econômico de recorte soviético, ainda em curso. Em 25 de novembro de 2016, Fidel Castro morre aos 90 anos.

Degelo das relações com os EUA

Em 17 de dezembro de 2014, Raúl Castro e Barack Obama anunciam o início de uma aproximação que levaria ao restabelecimento de relações em 2015, após mais de meio século de enfrentamento. Começa o processo de degelo, que se deterá com a chegada de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2017.

Díaz-Canel e novas hostilidades

Em 19 de abril de 2018, Cuba marcou o fim de uma era com a substituição dos irmãos Fidel e Raúl Castro na Presidência do país por Miguel Díaz-Canel, nascido depois de 1959. Com sua presença, se inicia o acesso ao poder de uma nova geração diferente da dos históricos dirigentes da Revolução. Raúl mantém o comando do PCC.

O novo governo começou uma reforma constitucional que deve terminar em 24 de fevereiro próximo, com um referendo no qual será submetida a votação uma nova Carta Magna que reconhece a propriedade privada, o papel do mercado, mas deixou em espera a proposta de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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