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Confirmada no cargo procuradora responsável por investigação da Odebrecht no Peru

Vista da sede do Ministério Público e Procuradoria da Nação em Lima, em 8 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. março 2019 - 22:19
(AFP)

O Ministério Público do Peru escolheu nesta quinta (7) como procuradora-geral Zoraida Ávalos, que ocupava o cargo de forma interina desde janeiro passado após a renúncia de seu predecessor, Pedro Gonzalo Chávarry, envolvido em escândalo de corrupção judicial.

Sua confirmação no cargo ocorre em meio às investigações do caso Odebrecht, que envolvem quatro ex-presidentes peruanos. As ações ingressaram numa nova fase após um recente acordo de cooperação entre a procuradoria peruana e a justiça brasileira que permitirá interrogar funcionários da multinacional da construção.

Ávalos foi designada para substituir Chávarry por 60 dias em 7 de janeiro, em meio a uma grave crise institucional.

Aos 61 anos, Zoraida Ávalos vai ocupar o cargo por um período de três anos, até 2022.

Segundo a imprensa peruana, entre aqueles que a apoiaram está o próprio Chávarry, que segue como integrante do Supremo Tribunal até que o Congresso avalie sua situação.

A procuradora-geral declarou "a emergência" do Ministério Público quando assumiu interinamente o cargo. Nesse mesmo dia ratificou seu apoio à luta anticorrupção tendo como pano de fundo o caso Odebrecht.

Desde que chegou à procuradoria, Ávalos respaldou as investigações dos casos relacionados a delitos cometidos por funcionários públicos, assim como as relacionadas à máfia judicial de tráfico de sentenças, conhecida como "Colarinhos Brancos".

Durante a gestão de Chávarry, no segundo semestre de 2018, o Ministério Público viveu uma crise institucional gerada pela investigação dos laços da Odebrecht com ex-presidentes e líderes políticos do Peru.

Chávarry renunciou ao cargo pressionado por protestos da população, que se manifestou por conta das tentativas de obstrução das investigações sobre os escândalos no governo envolvendo a Odebrecht.

Uma equipe especial da procuradoria investiga o envolvimento da empresa brasileira com os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), que fugiu para os Estados Unidos e enfrenta um pedido de extradição, Ollanta Humala (2011-2016), que esteve preso por nove meses com sua esposa Nadine, Alan García (1985-1990, 2006-2011), que buscou sem êxito asilo na embaixada do Uruguai, e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que renunciou em março mergulhado em denúncias de corrução.

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