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Soldados chineses patrulham praça de Urumqi, na região de Xinjiang, na China, em 24 de maio de 2014.

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Ao menos 100 pessoas morreram ou ficaram feridas em confrontos nesta semana na região chinesa de Xinjiang (oeste), indicou nesta quarta-feira um grupo no exílio da etnia uigur, a principal na zona.

"Cerca de 100 pessoas morreram ou ficaram feridas nos confrontos", declarou por e-mail Dilxad Raxit, um porta-voz do World Uyghur Congress, citando fontes locais.

"Os uigures se levantaram para resistir à política autoritária da China e foram vítimas da repressão armada que terminou com mortos e feridos nos dois lados", acrescentou.

Segundo a imprensa oficial chinesa, dezenas de civis e criminosos morreram ou ficaram feridos na segunda-feira em um ataque terrorista nesta região, quando um grupo de homens armados com facas atacou uma delegacia e vários edifícios oficiais.

"Agentes da polícia no local abriram fogo e mataram dezenas de membros" do grupo, afirmou a agência Xinhua.

Os incidentes ocorreram no distrito de Shache (Yarkand, em língua uigur), perto do deserto de Taklamakán, no oeste desta imensa região da Ásia central, que faz fronteira com Paquistão, Afeganistão e com várias ex-repúblicas soviéticas.

O governo comunista chinês acusa os uigures de realizar ataques terroristas. Segundo várias ONGs, a repressão cultural e religiosa dos uigures, majoritariamente muçulmanos, atiça os confrontos.

Pequim afirma, no entanto, que impulsionou o desenvolvimento econômico na região onde vive esta minoria nacional, uma das 56 oficialmente reconhecida na China.

AFP