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Confrontos marcam 10º dia de protestos no Chile

Manifestantes enfrentam policiais nos arredores do palácio La Moneda, em Santiago afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. outubro 2019 - 20:45
(AFP)

Violentos confrontos entre manifestantes e a polícia foram registrados nesta segunda-feira (28) nos arredores da Casa do Governo, em Santiago, no 10º dia da convulsão social que explodiu no Chile, deixando 20 mortos.

Os incidentes se concentraram no centro de Santiago e se repetiram nas cidades de Valparaíso e Concepción e começaram na hora em que o presidente Sebastián Piñera anunciava um novo gabinete e a tensão foi aumentando durante a tarde.

Milhares de manifestantes responderam às convocações feitas pelas redes sociais para protestar na segunda e na terça-feira à tarde em frente ao Palácio de La Moneda, sede do Executivo, que foi isolado por um amplo cinturão de segurança no centro de Santiago.

Bombas de gás lacrimogêneo e palavras contra os policiais e os militares eram ouvidas em todo o centro, onde também foi registrado o saque de uma farmácia enquanto a tensão aumentava.

Piñera destituiu nesta segunda oito ministros, inclusive o questionado titular da pasta do Interior, Andrés Chadwick, e formou um gabinete com uma nova geração de políticos, em uma tentativa de acalmar os protestos que mantêm a pressão nas ruas.

Ao mesmo tempo em que Piñera anunciava as mudanças em seu gabinete, a maior em seus 20 meses de governo, mil pessoas enfrentavam a Polícia em frente ao palácio presidencial.

"O Chile não é o mesmo que o que de duas semanas atrás. O Chile mudou e o governo também tem que mudar e enfrentar estes novos desafios e estes novos tempos", repetiu Piñera, cuja popularidade caiu a 14%, na posse dos novos ministros.

Esta convulsão social sem precedentes no Chile, o mais grave em quase 30 anos desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), deixou 20 mortos, mil feridos e 900 milhões de dólares em perdas materiais.

Dez dias depois de seu início como um movimento heterogêneo e sem liderança identificável, os protestos representam um desafio claro para o reconhecido modelo econômico de mercado aberto deste país, onde os manifestantes sem coloração política exigem um pedaço maior da riqueza que fez deste país um dos mais estáveis da América Latina.

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