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Constituinte nega ter eliminado Parlamento da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pronuncia discurso em 17 de julho de 2018 em Havana, Cuba afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. agosto 2018 - 18:02
(AFP)

O presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, negou, neste sábado (4), que o órgão tenha eliminado o Parlamento - de maioria opositora - e afirmou que a instância funcionará pelo tempo que "for necessário".

"A direita pode dizer o que quiser (...), disseram que estava sendo convocada para eliminar a Assembleia Nacional. Não eliminamos nada, a Assembleia Nacional está ali, desastrosamente dirigida, em desacato, mas está aí", disse Cabello em uma sessão de comemoração do primeiro ano da Constituinte.

"Não eliminamos, eles se eliminam sozinhos, não precisa fazer isso, a torpeza é muito grande e a arrogância é muito grande", acrescentou o poderoso dirigente chavista, que conta com o apoio do presidente Nicolás Maduro.

Contudo, pouco depois de sua instalação, em 4 de agosto de 2017, ela assumiu a "competência para legislar" e "ditar atos parlamentares em forma de lei".

A oposição denunciou como um "golpe de Estado".

Não reconhecida pela oposição e pelos governos de vários países, que consideram-na ilegítima, ela também convoca eleições e destitui funcionários.

Convocada pelo presidente Maduro após quatro meses de protestos opositores que exigiam sua saída e deixaram cerca de 125 mortos em 2017, a Constituinte desarticulou as manifestações, segundo analistas.

O Parlamento continua em exercício, mas suas decisões são consideradas nulas pelo Judiciário, que o declarou em desacato.

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