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Constituinte venezuelana tirará imunidade de deputados que apoiaram levante

Braço direito do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Diosdado Cabello (C) é fotografado durante manifestação pró-governo em Caracas, 1º de maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. maio 2019 - 18:59
(AFP)

A Assembleia Constituinte da Venezuela, que dirige o país com poderes absolutos, se prepara para retirar a imunidade parlamentar de deputados opositores que apoiaram uma insurreição militar frustrada na terça-feira, disse neste domingo (5), o presidente da Casa, Diosdado Cabello.

"A Procuradoria abriu seu expediente, estão chegando à Assembleia Constituinte todas as solicitações de retirada da imunidade parlamentar, como deve ser e (...) certamente levantaremos a mão para retirar a imunidade parlamentar a todos os que participaram ativamente deste ato", disse Cabello.

Na terça-feira, cerca de 30 militares protagonizaram um levante frustrado contra o presidente Nicolás Maduro nas adjacências da base aérea La Carlota, em Caracas, apoiados pelo opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

Vários deputados da Assembleia Nacional, único órgão da Venezuela em poder da oposição, apoiaram Guaidó, - chefe do Legislativo -, que considerou o levante o início da chamada "operação liberdade" com que tenta tirar Maduro do poder.

"A justiça vai chegar, não duvidem (...) não nos desesperemos", afirmou Cabello, considerado o número dois do chavismo, durante um ato com militares do partido de governo (PSUV) em Caracas.

Após o levante frustrado, denunciado por Maduro como uma "escaramuça golpista", 25 militares se refugiaram em embaixadas, assim como o opositor Leopoldo López, libertado de sua prisão domiciliar por militares que apoiam Guaidó.

López, contra quem foi emitida uma ordem de prisão, está hospedado na embaixada da Espanha.

"É fato público, notório e comunicacional a participação de alguns", disse Cabello em alusão aos deputados.

A Procuradoria venezuelana emitiu 18 ordens de captura contra civis e militares que participaram da insurreição, indicou o promotor Tarek William Saab na sexta-feira.

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