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Coronavírus pode matar 1,8 milhão de pessoas no mundo, aponta estudo

Médicos respondem chamadas de emergência no Hospital Edouard Herriot, em Lyon afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. março 2020 - 19:50
(AFP)

A epidemia do novo coronavírus poderia causar até 1,8 milhão de mortes no mundo, apesar das estritas medidas para reduzir a sua expansão, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Imperial College de Londres.

Essa hipótese se baseia em simulações matemáticas, a partir dos dados conhecidos da doença, levando em consideração o contágio, a letalidade e outros fatores. No entanto, não constituem "previsões", ressaltaram seus autores.

Um informe anterior do Imperial College, em meados de março, avaliava que o número de mortes seria de 510.000 no Reino Unido, com uma taxa de contágio de 81%, no caso hipotético de que ninguém tomasse nenhuma medida.

Essa publicação foi criticada pela comunidade científica por causa da sua metodologia.

Agora os autores avaliam que se nenhuma medida tivesse sido tomada contra a pandemia, ela afetaria praticamente toda a população mundial.

Mas introduzindo no modelo matemático variáveis em função das medidas que estão sendo adotadas nos diferentes países, assim como as diferenças econômicas, de idade, de cuidados com a saúde, entre outros, o número final seria na ordem de 1,82 milhão de mortos no planeta com uma base de contágio de 470 milhões de infectados.

O estudo "apenas dá pistas sobre as trajetórias possíveis (da epidemia) e o impacto das medidas para ajudar a reduzir a difusão do vírus, levando em consideração a experiência dos países afetados no início da epidemia", explicam os autores.

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