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Corticoide reduz em um terço mortalidade entre pacientes mais graves de COVID-19

O governo do Reino Unido informou que começará a administrar o corticoide aos pacientes com COVID-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. junho 2020 - 14:24
(AFP)

O tratamento com o corticoide dexametasona reduz em um terço a mortalidade entre os pacientes mais graves de COVID-19 - apontam os primeiros resultados de um grande teste clínico anunciados nesta terça-feira (16).

"A dexametasona é o primeiro medicamento que observamos que melhora a sobrevivência em caso de COVID-19", anunciaram os autores do estudo britânico Recovery.

Após o anúncio, o governo do Reino Unido informou que começará imediatamente a administrar o corticoide aos pacientes com COVID-19.

Os pesquisadores liderados por uma equipe da Universidade de Oxford administraram a dexametasona, que tem um potente efeito anti-inflamatório, a mais de 2.000 pacientes em estado grave.

De acordo com os resultados preliminares, entre as pessoas que conseguiam respirar apenas com o auxílio de um respirador, a dexametasona reduziu as mortes em 35%, enquanto a taxa de mortalidade caiu 20% entre os que recebiam oxigênio.

"É um grande avanço na busca de novas maneiras de tratar enfermos da COVID-19", afirma em um comunicado o doutor Stephen Powis, diretor médico do NHS, o Serviço Nacional de Saúde britânico.

"O benefício em termos de sobrevivência é importante entre os pacientes que precisam de oxigênio. Para eles, a dexametasona deveria virar o tratamento base a partir de agora", disse um dos coordenadores do teste Recovery, o doutor Peter Horby, da Universidade de Oxford.

"A dexametasona é barata, já é comercializada e pode ser utilizada imediatamente para salvar vidas no mundo", completou.

Ao mesmo tempo, o estudo mostrou que o medicamento não tem nenhum benefício para os pacientes que não precisam de assistência respiratória.

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