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O navio, de 290 metros de comprimento, é objeto de uma grande operação para ser rebocado até Gênova (noroeste da Itália)

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A operação sem precedentes para desencalhar o navio de cruzeiro Costa Concordia - cujo naufrágio, em 13 de janeiro de 2012, em frente à ilha toscana de Giglio, causou 32 mortes - começou nesta segunda-feira, como planejado, e deverá continuar pelo menos até o fim de semana.

"O navio está flutuando. Está um metro acima do fundo do mar", anunciou Franco Porcellacchia, um dos engenheiros responsáveis pela operação para fazer com que o "Concordia" volte a flutuar.

O cruzeiro precisará de mais um metro para o deslocamento.

Para obter o resultado esperado, as equipes especializadas estão injetando ar nos 30 recipientes que cercam o navio, de 115.000 toneladas de peso, para apoiá-lo até os dois metros necessários.

Uma vez com dois metros de flutuação, o cruzeiro será deslocado em 30 metros para o mar, ao leste da ilha, e posicionado de maneira sólida com a ajuda de 36 cabos de aço e 56 correntes.

Se esta fase da operação, que deve durar de seis a oito horas, terminar com sucesso, o navio poderá ser rebocado até Gênova, dois anos e meio depois da tragédia.

A segunda fase iniciará na quinta-feira e deverá durar até sábado. O ar deverá preencher todos os compartimentos, e todos os detritos nas superestruturas do navio serão retirados para permitir uma navegação segura.

Após uma verificação final, o navio voltará a navegar, em princípio, em 21 de julho para a sua última viagem até Gênova.

Conduzido pelo armador italiano e realizado pelo consórcio americano-italiano Titan-Micoperi, a operação de resgate do navio afundando em janeiro de 2012 terá um custo total de cerca de 1,1 bilhão de euros.

A última travessia do Mar Mediterrâneo pelo gigante dos mares - 280 km de comprimento - levará cerca de quatro dias, terminando em 25 de julho. O navio passará a cerca de 25 km da Córsega, perto da ilha de Elba, e a 10 km da ilha italiana de Capraia.

O Costa Concordia naufragou depois de se chocar com um rochedo perto da ilha de Giglio, quando transportava mais de 4.200 pessoas de 70 nacionalidades.

O corpo de um garçom indiano, Russel Rebello, que ainda não foi encontrado, apesar dos intensos trabalhos de busca, também poderá ser encontrado no resgate.

Enquanto outros membros da tripulação negociam sentenças, o comandante do navio, Francesco Schettino, é o único que está sendo julgado em Grosseto (Toscana, centro) por homicídio por negligência, naufrágio e abandono de navio.

AFP