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COVID-19 'ainda está acelerando' em Brasil, Peru e Chile, diz OPAS

Paciente da COVID-19 conversa com familiar em tablet, em um hospital de campanha em Santo André, em São Paulo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2020 - 16:56
(AFP)

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou nesta terça-feira (26) que a transmissão da COVID-19 "ainda está se acelerando" no Brasil, no Peru e no Chile e pediu para que esses países não relaxem as medidas para conter a pandemia na região.

"Na América do Sul, estamos particularmente preocupados que o número de novos casos relatados na semana passada no Brasil tenha sido o mais alto em um período de sete dias desde o início do surto. Tanto o Peru quanto o Chile também estão relatando uma alta incidência, um sinal de que a transmissão ainda está acelerando nesses países", disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne, enfatizando que "agora não é hora de relaxar as restrições".

Com um total de 726.921 de casos e mais de 39.560 mortes relatadas em 25 de maio, a América Latina superou a Europa e os Estados Unidos no número diário de contágios, tornando-se "sem dúvida" o epicentro da nova pandemia de coronavírus, acrescentou na sessão informativa semanal da Opas.

Etienne pediu aos países que não abaixem as armas nos esforços para conter infecções, estimadas em mais altas do que as detectadas.

"Para a maioria dos países das Américas, agora não é hora de relaxar as restrições ou reduzir as estratégias preventivas", alertou.

A Opas recomenda uma combinação de medidas de distanciamento físico da população, testes de diagnóstico e preparação de serviços de saúde para enfrentar a COVID-19, declarada pandemia em 11 de março, depois de ser relatada pela primeira vez no final de 2019 na China.

Etienne disse que a Opas prevê que o Brasil atingirá o pico de 1.020 mortes diárias da COVID-19 até 22 de junho, citando o modelo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME).

O IHME antecipou há duas semanas que o Brasil acumulará 88.305 mortes por COVID-19 até 4 de agosto, em um intervalo estimado entre 30.302 e 193.786.

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