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Covid-19: estudo aponta restaurantes como locais prováveis de contágio

Um restaurante no bairro de Little Italy, em Nova York, em 24 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. setembro 2020 - 19:41
(AFP)

Um estudo publicado nesta quinta-feira (10) pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos indica o provável papel dos restaurantes e bares na pandemia do novo coronavírus.

Há muito há suspeitas sobre o contágio nesses estabelecimentos onde o uso de máscaras é baixo ou mesmo inexistente devido ao consumo de bebidas e alimentos, razão pela qual o interior de muitos deles permanece fechado em muitos estados americanos.

Poucos estudos, porém, buscaram estabelecer rigorosamente a hierarquia dos locais públicos de maior risco. O rastreamento de contatos em alguns estados dos EUA revelou que bares e restaurantes foram a origem de muitas das infecções.

O novo estudo não é perfeito e não consegue confirmar onde as pessoas foram realmente infectadas, mas aponta na mesma direção. Especialistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apresentaram um questionário a 300 pessoas atendidas em 11 hospitais em julho, das quais metade testou positivo e a outra metade, negativo.

Entre as perguntas estavam: Você fez compras nos 14 dias anteriores aos sintomas? Usou transporte público? Foi a uma casa com mais ou menos 10 pessoas? Ou ao escritório, à academia, à igreja, ao cabeleireiro, a um bar, a um restaurante...?

Eles verificaram que participantes negativos e positivos relataram usar máscara em proporções semelhantes e não tinham muitas diferenças em seu comportamento para todos esses lugares, exceto dois: bares e restaurantes.

Os casos positivos foram a restaurantes duas vezes mais, em comparação com os casos negativos, nas duas semanas anteriores aos primeiros sintomas. O mesmo foi observado com relação aos bares em uma subcategoria, a de casos positivos sem contato conhecido com casos de covid-19.

A análise terá de ser confirmada por outros estudos, em particular porque não faz distinção entre ambientes fechados e abertos. Mas o estudo defende o uso de máscara para evitar a contaminação por gotículas, sejam elas relativamente grandes (de tosse ou espirro) ou microscópicas.

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