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(8 jul) Manifestação da comunidade cristã iraquiana em frente à Assembleia Nacional francesa alerta para os riscos que seus parentes correm no norte do Iraque

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Líderes cristãos no Iraque pediram nesta quarta-feira que a União Europeia (UE) atue para evitar "uma guerra civil" que ameaça os cristãos, "uma minoria muito frágil".

"Os europeus têm um dever moral com o Iraque", declarou o patriarca da Igreja Caldéia do Iraque, Luis Sako.

"Esperamos que se comprometam para salvar o que pode ser salvo", por meio de "uma solução política" à crise, acrescentou Sako, que viajou a Bruxelas para uma reunião com os líderes da UE, entre eles o presidente do Conselho (que representa os 28 Estados membros), Herman Van Rompuy.

Sako expressou sua inquietação sobre a situação dos cristãos que continuam fugindo das zonas conquistadas pelos jihadistas no norte do Iraque.

"Por enquanto, os cristãos não estão na mira" do Estado Islâmico (EI), mas "temos que esperar e ver a evolução da situação", ressaltou.

Junto a Sako estava o bispo de Mossul da Igreja Católica Síria, Yohann Petros Mouche, que indicou que "quase não há mais cristãos em sua cidade", onde as igrejas caldéias e sírias ortodoxas foram ocupadas pelos insurgentes. Mossul registrava 35.000 cristãos em 2003, antes da invasão americana.

Em todo o Iraque, "se nada mudar, a presença cristã será apenas simbólica" devido à fuga dos cristãos para os países vizinhos (Turquia e Líbano), Europa e Estados Unidos" advertiu Sako. Estima-se que os cristão são entre 400.000 e 500.000, segundo o líder cristão, que recordou que antes de 2003 eram mais de um milhão.

"Somos uma minoria muito frágil, já que não temos exército nem milícias" diferentemente de outros grupos religiosos e étnicos do país, finalizou o patriarca.

AFP