Navigation

Cuba nega estar por trás de protestos na América Latina

(Arquivo) O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. novembro 2019 - 20:25
(AFP)

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, negou nesta sexta-feira (1) que seu governo esteja por trás dos protestos sociais na América Latina, assim como de apoiar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, como asseguram a OEA e o governo Trump.

"Maliciosamente se acusa Cuba de ser culpada pelo o acontece na Venezuela e pelas recentes manifestações populares contra o neoliberalismo sem piedade que avança na região", disse Rodríguez, durante o Encontro Anti-imperialista realizado em Havana.

Washington também assegura que Cuba apoia militarmente para evitar a queda do governo de Nicolás Maduro na Venezuela, importante aliado e fornecedor de combustível da ilha.

"Os Estados Unidos precisam culpar Cuba por seu grande fracasso na Venezuela, e precisa justificar o endurecimento do bloqueio" contra a ilha, acrescentou o ministro em um auditório com grupos internacionais de esquerda.

Na semana passada, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, denunciou um "padrão" de desestabilização proveniente da Venezuela e de Cuba, orientado primeiro para Colômbia e Equador e depois para o Chile.

Almagro atribuiu a esses países uma responsabilidade nas mobilizações antigovernamentais na região.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao seu colega chileno, Sebastián Piñera, para expressar seu apoio diante da onda de protestos sociais e denunciou que há "esforços estrangeiros para minar as instituições" no país.

Um funcionário do Departamento de Estado, que pediu para não ser identificado, informou que a Rússia - aliada de Cuba - realizou atividades "para dar um curso negativo ao debate no Chile". Moscou também negou as acusações.

O telefonema de Trump a Piñera foi feito enquanto o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, realizava uma visita à Rússia.

"Não temos outra participação ou envolvimento nos protestos na América Latina que não seja a que emana do exemplo da Revolução Cubana, como disse Che Guevara", afirma o chanceler Rodríguez.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.