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Dalai Lama pede a budistas o fim de violência contra muçulmanos

O ator norte-americano Richard Gere cumprimenta o líder espiritual Dalai Lama, em 6 de julho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. julho 2014 - 16:15
(AFP)

O Dalai Lama pediu novamente neste domingo aos budistas de Mianmar e Sri Lanka que ponham fim aos atos de violência contra muçulmanos, em discurso realizado pelo ocasião de seu 79º aniversário.

Para dezenas de milhares de fieis reunidos no norte da Índia - entre eles o ator americano Richard Gere - o líder religioso declarou que a violência nesses dois países, de maioria budista, contra minorias muçulmanas é inaceitável.

"Peço aos budistas desses países que tenham em mente a imagem do Buda antes de cometer esses crimes", afirmou Dalai Lama, nos arredores de Leh, no Himalaia.

"O Buda prega o amor e a compaixão. Se Buda estiver ali, protegerá os muçulmanos dos ataques budistas", assegurou.

O Dalai Lama abandonou o Tibete em 1959 para refugiar-se na Índia, depois de uma tentativa fracassada de levante contra a dominação chinesa.

O chefe espiritual budista também mostrou-se impactado pela onda de violência de extremistas sunitas, mas sem citar especificamente o Iraque, que passa pela insurgência do Estado Islâmico (EI).

A violência intercomunitária em Mianmar, que atrapalha a reforma política iniciada no país em 2012, já deixou ao menos 250 mortos, principalmente em ataques contra muçulmanos.

No Sri Lanka, no mês passado, quatro pessoas foram mortas e centenas de lojas e casas foram danificadas no pior episódio de violência religiosa na ilha asiática em décadas.

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