Navigation

Declaração de deputado do Rio sobre indígenas causa indignação na Bolívia

O deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Amorim (2º da esquerda para a direita) assiste a uma conferência de Jair Bolsonaro, em 11 de outubro de 2018 no Rio de Janeiro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. janeiro 2019 - 19:27
(AFP)

A Bolívia reagiu com indignação, neste sábado, às declarações do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Amorim (PSL), que afirmou que "quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que além de ser comunista ainda é presidida por um índio".

"Lamentamos o ressurgimento da ideologia de supremacia racista. Perante a intolerância e a discriminação, nós povos indígenas promovemos o respeito e a integração. Temos os mesmos direitos porque somos filhos da mesma Mãe Terra", escreveu o presidente boliviano, Evo Morales, de origem indígena, em sua conta de Twitter, sem citar o deputado.

Segundo o jornal O Globo, Amorim, do partido do presidente Jair Bolsonaro e que foi o deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, fez essas declarações ao se referir à Aldeia Maracanã, um terreno onde até 1977 funcionou o Museu do Índio e que abriga famílias indígenas.

Amorim defendeu uma "faxina" no local (de 14.300 metros quadrados) para "restaurar a ordem". Segundo o deputado, o espaço poderia servir como estacionamento, shopping, área de lazer ou equipamento acessório ao estádio do Maracanã, que fica ao lado da Aldeia.

O ex-presidente boliviano Carlos Mesa escreveu nas redes sociais: "Declaração revoltante de deputado brasileiro ofende a Bolívia e não expressa a irmandade de nossos povos. Diferenças ideológicas entre governos não justificam tal afirmação. O indígena é parte essencial de nossas identidades e nossa força como nação".

A ministra boliviana das Comunicações, Gisela López, escreveu no Twitter que o deputado brasileiro "despreza com ignorância supina nossos antepassados, os verdadeiros donos da Pátria Grande, com palavras que demonstram cegueira e pobreza espiritual".

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.