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Delegados noruegueses irão à Venezuela 'nas próximas horas', diz oposição

Pessoas caminham com máscaras no centro de Caracas, 21 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. julho 2020 - 23:28
(AFP)

Uma comissão do governo norueguês visitará a Venezuela "nas próximas horas" e "sem agenda prévia" para conhecer a situação política e humanitária do país, informou nesta sexta-feira (24) a equipe de comunicação do líder da oposição, Juan Guaidó.

"Fomos contatados por representantes do governo do Reino da Noruega para nos informar que têm previsto chegar ao país nas próximas horas, sem uma agenda prévia", destacou em um comunicado a equipe de Guaidó, líder parlamentar reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países.

Delegados do presidente socialista Nicolás Maduro e Guaidó mantiveram no amo passado diálogos com a mediação da Noruega, que fracassaram em meio a denúncias mútuas de descumprimentos.

No entanto, "não existe neste momento nenhum processo de negociação" com o governo de Maduro, destacou a equipe de imprensa do opositor.

A "intenção" dos enviados noruegueses "é conhecer a situação atual do país do ponto de vista político e humanitário", continuou o documento.

A equipe de Guaidó não mencionou eventuais reuniões com a delegação.

A visita ocorre em um momento em que a Venezuela se prepara para celebrar eleições parlamentares, previstas para 6 de dezembro, em plena pandemia do novo coronavírus, que infectou 13.613 pessoas e matou 129 desde que chegou ao país, em março.

Os principais partidos opositores vão boicotar as eleições para renovar o Parlamento, único poder nas mãos da oposição.

Durante 2019, oposição e governo chavista mantinham negociações nas quais o parlamentar exigia novas eleições presidenciais, mas os diálogos foram congelados em agosto por Maduro em repúdio a duras sanções econômicas dos Estados Unidos, principal apoio internacional de Guaidó.

Após o fracasso dos diálogos, o líder chavista iniciou conversas com um setor opositor minoritário, à margem de Guaidó.

O dirigente qualificou como "chacota" os constantes chamados ao diálogo de Maduro, apoiado pela cúpula militar e países como Rússia e China.

Enquanto isso, Washington defende um diálogo na Venezuela para formar um governo de transição que convoque eleições gerais antes do fim do ano, proposta que a União Europeia apoiou.

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