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Denunciado admite que campanha de Keiko Fujimori recebeu dinheiro da Odebrecht

Foto cedida pelo Judiciário peruano mostra Keiko Fujimori, em Lima, em 31 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. novembro 2018 - 21:59
(AFP)

A campanha da líder opositora Keiko Fujimori recebeu em 2011 ao menos 800 mil dólares em fundos não declarados, revelou nesta terça-feira Jorge Yoshiyama, um dos denunciados por lavagem de dinheiro no Peru envolvendo doações do grupo Odebrecht.

A revelação foi feita pelo procurador José Domingo Pérez, após um acordo de colaboração com Yoshiyama, que se tornou o primeiro dos 11 investigados do partido Força Popular a admitir seu envolvimento em irregularidades no financiamento da campanha de Fujimori em 2011.

"Estamos recebendo informações que corroboram que Jaime Yoshiyama Tanaka captou dinheiro ilícito da Odebrecht com o conhecimento da ilicitude, procurou Jorge Yoshiyama Sasaki e lhe pediu que este dinheiro fosse fracionado para ingressar no sistema financeiro através de falsos aportes...", disse o procurador.

A informação reduz a possibilidade de que Keiko Fujimori, 43 anos e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, possa sair da prisão antes de cumprir os 36 meses da preventiva decretada pelo juiz encarregado do caso.

O acordo de colaboração permite a Jorge Yoshiyama evitar a prisão preventiva e acompanhar o processo em liberdade, mas sem poder abandonar o país. Em caso de condenação, receberá uma pena reduzida.

Pérez destacou que a confissão confirma a afirmação da procuradoria de que a campanha de Keiko Fujimori recebeu 1,2 milhão de dólares de forma ilegal da Odebrecht.

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