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Deputado em estado crítico e funcionário assessinado a tiros na Argentina

Deputado argentino Héctor Olivares, baleado nesta quinta-feira em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. maio 2019 - 20:39
(AFP)

O deputado Héctor Olivares, da coalizão governista Cambiemos, está em estado crítico depois de ter sido baleado nesta quinta-feira, em um ataque no qual um funcionário provincial que o acompanhava foi assassinado em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires.

"Ele está em estado crítico, está em perigo, está em risco, foi submetido a uma cirurgia de resgate para evitar a morte", disse Pablo Rossi, vice-diretor do Hospital Ramos Mejía, onde foi internado.

"Quero dizer aos argentinos que a polícia já está trabalhando e que vamos às últimas consequências para entender o que aconteceu e encontrar os culpados", disse o presidente Mauricio Macri, enviando condolências às famílias das vítimas. Figuras de todo oespectro político repudiaram o ataque.

Horas depois, ocorreu a primeira detenção, a de um parente do dono do Volkswagen cinza usado pelos criminosos, segundo fontes policiais.

Marcelo Yadón, de 58 anos, morreu no tiroteio. Ele era coordenador do Fundo Fiduciário de Transporte Elétrico da província de La Rioja (noroeste) e amigo do deputado, com quem tinha uma rotina de exercícios.

Olivares, de 61 anos, adjunto da província de La Rioja do partido UCR (União Cívica Radical), foi baleado na região abdominal, com perfuração no fígado, no cólon, no pâncreas e nos dutos biliares.

"O cólon esquerdo não foi reparado 100%. Ele será operado entre 24 e 48 horas", informou o relatório médico.

- Precisamos encontrar os assassinos -

Segundo a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, Yadón foi alvo do ataque. "Os agressores atiraram em Yadón como seu principal alvo e conseguiram assassiná-lo. E podendo ter assassinado Olivares, não o fizeram".

Bullrich divulgou em uma coletiva de imprensa o vídeo do momento do ataque que foi registrado por uma câmera de segurança. É possível ver as duas vítimas quando são baleadas a curta distância, ao passar por um carro estacionado, do qual dois atacantes descem.

O tiroteio ocorreu às 07h00 do horário local (10h00 em Brasília), em plena luz do dia, quando os dois caminhavam pela praça em frente ao Congresso Nacional.

O local, em um ponto central da capital, é controlado 24 horas por inúmeras câmeras de segurança e a presença de policiais é comum.

Os investigadores querem saber se o ataque foi contra Yadón, que antes de ocupar função pública era um empresário de transporte.

"Achamos que temos os assassinos. Precisamos encontrá-los e pegá-los", disse Bullrich.

- Vídeo do assassinato -

O vídeo mostra os tiros e como Yadón fica deitado imóvel, enquanto Olivares, gravemente ferido, caminha alguns metros em busca de ajuda. Duas pessoas descem do veículo, mas não o executam. Um dos criminosos deixa o local a pé.

Segundos depois e com o carro ainda lá, um policial chega para ajudar Yadón. Enquanto o policial socorre a vítima e, a apenas dez metros de distância, o veículo dos criminosos deixa o local lentamente.

"É claramente uma atitude mafiosa", disse Bullrich. "Eles estavam analisando o local antes".

A ministra descartou a ligação do fato com questões políticas, a seis meses das eleições presidenciais de 27 de outubro.

- "Nunca recebemos ameaças" -

Héctor Lencinas, porta-voz do deputado ferido, disse que Yadón "tomou cinco tiros e Olivares, três".

"Não queremos colocar isso em termos políticos, mas em algum tipo de ação focada na pessoa assassinada", disse a jornalistas.

Lencinas descartou ameaças anteriores. "Nunca recebemos ameaças de qualquer tipo no gabinete. É um gabinete aberto, onde se recebe todo mundo. Ele está muito calmo", acrescentou.

Explicou que as duas vítimas alugaram um apartamento muito perto de onde ocorreu o ataque e que eram amigos de infância.

O deputado Olivares é presidente da comissão de Transporte e integra a comissão de Legislação Penal da Câmara Baixa e trabalhava, entre outros projetos, um relativo a violência no futebol.

No entanto, "ele não é o principal artífice do projeto, ele só participa de uma das comissões que trata disso", disse o vice-presidente Miguel Bazze, co-presidente da Olivares na UCR.

A Câmara dos Deputados emitiu uma declaração em que expressou "profunda consternação com o ataque brutal sofrido pelo deputado Héctor Olivares" e seu "pesar pela morte de Miguel Yadón, assassinado neste mesmo atentado".

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