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Manifestante em meio a gás lacrimogêneo durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro em 8 de abril

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Deputados opositores venezuelanos denunciaram nas Nações Unidas que dois ativistas do partido Primero Justicia que foram detidos na sexta-feira, acusados pelo governo de organizar atos terroristas, foram torturados.

"Os torturaram física e psicologicamente. A Alejandro (Sánchez) ficou suspenso pelo braço por 48 horas, jogaram gasolina em sua jaqueta. Sua mãe passou por uma quimioterapia e lhe disseram que ela estava doente e que poderia deixar de ter sorte a qualquer momento. Lhe disseram detalhes do dia a dia de sua namorada", relatou a jornalistas neste domingo o parlamentar Tomás Guanipa.

O legislador garantiu que os jovens foram ameaçados de morte caso não denunciassem deputados do Primero Justicia de "cometer atos falsos".

Os irmãos José e Alejandro Sánchez foram presos em Caracas em meio a protestos que acontecem há duas semanas contra o governo de Nicolás Maduro.

As manifestações têm resultado em violentos confrontos com a força de segurança pública, deixando 5 mortos e 117 detidos, segundo o governo.

O deputado Juan Miguel Matheus assegurou que a liberdade pessoas dos dois foi violada, pois eles foram detidos sem ordem de prisão e não estavam cometendo nenhum delito.

"Denunciamos seu desaparecimento forçado ao Ministério Público e denunciamos os tratamentos cruéis e desumanos ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)", afirmou.

O ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, afirmou que os dois jovens "organizavam atos terroristas e atentados contra a paz do país".

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