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Detido na Colômbia acusado de sequestrar equipe de imprensa equatoriana

Homem segura um pedaço de tecido com as imagens dos funcionários do jornal El Comercio no aeroporto Alfonso Bonilla Aragon, em Palmira, Colômbia, 22 de junho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. agosto 2018 - 00:46
(AFP)

Um equatoriano foi capturado neste domingo (5) na Colômbia, acusado de sequestrar a equipe de imprensa do jornal El Comercio de Quito, morta em cativeiro em abril em uma região fronteiriça entre os dois países, informaram fontes oficiais.

"Parabéns" à polícia pela captura do codinome Roberto, suposto responsável "do sequestro da equipe do @elcomerciocom", escreveu o presidente Juan Manuel Santos no Twitter.

O homem, de cidadania equatoriana, "teria interceptado os integrantes da equipe jornalística" em Mataje, Equador, e "mediante enganos os teria levado até território colombiano", explicou o ministério da Defesa em uma mensagem na mesma rede social.

"Roberto" foi capturado na trilha La Guayacana, no departamento (estado) de Nariño, região com mais narcocultivos do mundo.

"Estão caindo um a um. Vamos atrás de 'Guacho'", afirmou Santos, que deixará o poder na terça-feira nas mãos do direitista Iván Duque.

"Roberto" teria entregue o jornalista Javier Ortega (32 anos), o fotógrafo Paúl Rivas (45) e o motorista Efraín Segarra (60) à Frente Oliver Sinisterra, um grupo dissidente das Farc sob o comando de Walther Arizala, codinome Guacho, ex-comandante médio da ex-guerrilha comunista que não se abrigou ao pacto de paz.

As autoridades colombianas anunciaram 18 de julho a detenção de Gustavo Angulo, conhecido como "Cherry" e suposto autor material do sequestro dos comunicadores, que faziam uma reportagem sobre o tráfico de drogas na fronteira.

Após o sequestro do grupo de jornalistas, no fim de maio, e sua morte, em abril, além de uma inusitada onda de violência no Equador, os governos dos dois países lançaram uma feroz ofensiva contra esta organização.

Acusado pelas autoridades colombianas de operar como braço armado do cartel de Sinaloa, no México, o grupo de Guacho é um dos múltiplos bandos que disputam o controle do narcotráfico em Nariño.

Sem um comando unificado, os dissidentes operam em longínquos pontos da Colômbia onde disputam a renda do narcotráfico e da mineração ilegal. Segundo a Inteligência militar, contam com 1.200 combatentes.

A Colômbia é o principal produtor mundial de cocaína. Até 2017 havia 209.000 hectares semeados com a matéria-prima desta droga, uma cifra recorde, segundo os Estados Unidos.

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