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Jornais exibem faixa preta em protesto contra a condenação do jornalista Zaw Pe, por entrar em áre proibida, em 11 de abril de 2014, em Yangon, em Mianmar.

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Cinco jornalistas birmaneses foram condenados nesta quinta-feira a dez anos de prisão acompanhados de trabalhos forçados por um artigo que acusa um complexo militar de fabricar armas químicas, informou seu advogado.

Um tribunal da região central de Magway declarou culpados os cinco funcionários do jornal Unity Weekley News em virtude da lei sobre segredos de Estado.

"Os cinco jornalistas foram condenados a dez anos de prisão", declarou à AFP Wah Win Maung, que defende quatro deles.

"Este veredicto é juridicamente incorreto. Vamos recorrer", acrescentou.

Os cinco jornalistas foram detidos em fevereiro após a publicação de um artigo que acusava o exército de ter uma fábrica de armas químicas em Pauk, na região de Magway, sob ordens do general Than Shwe, chefe da ex-junta militar.

Depois de meio século no poder, a junta se dissolveu em 2011 e transferiu o poder a um governo quase civil que multiplicou as reformas, o que permitiu o fim de quase todas as sanções ocidentais.

A censura prévia foi abolida, os jornais privados foram autorizados e centenas de presos políticos recuperaram a liberdade.

Mas os grupos de defesa dos direitos humanos expressaram sua preocupação pelas novas ameaças que pesam sobre a liberdade de imprensa, sobretudo desde a detenção de jornalistas.

AFP