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Blindado do Exército ucraniano em Slaviansk

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Os doadores internacionais da Ucrânia pediram nesta terça-feira a Kiev que aprove profundas reformas, em particular nos setores econômico e judicial, em troca de um plano de ajuda.

"Vamos apoiar a Ucrânia em seu processo de reforma", afirmou o comissário europeu a cargo da política de vizinhança, Stefan Fulle, na abertura em Bruxelas da primeira reunião de coordenação dos doadores da Ucrânia, que inclui os países da União Europeia, Estados Unidos e Japão, assim como organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fulle insistiu na necessidade para Kiev de "tomar todas as medidas sobre as reformas constitucionais, judiciais", mas também "em economia e no setor da energia". O comissário declarou que, para além do plano de ajuda de 11 bilhões de euros prometido, grande parte do valor em empréstimos bonificados, "qualquer novo apoio financeiro da União Europeia estará vinculado e dependerá dos esforços de reforma".

"As reformas também serão necessárias se a Ucrânia quiser tirar o máximo proveito do acordo de associação, inclusive o de livre comércio" assinado em junho entre o presidente Petro Poroshenko e a UE.

A reunião de Bruxelas está destinada a preparar uma conferência internacional de doadores prevista para o fim do ano. Além do plano da UE, o FMI aceitou um programa de ajuda de 17 bilhões de dólares.

O vice-primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groysman, afirmou em Bruxelas que seu país está determinado a "utilizar cada euro" de ajuda "de uma maneira eficaz e transparente".

AFP