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Em busca da reeleição em março, Almagro defende sua gestão na OEA

Candidatos à secretaria-geral da OEA, María Fernandez Espinosa, Hugo de Zela e Luis Almagro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. fevereiro 2020 - 23:43
(AFP)

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, defendeu sua gestão, nesta quarta-feira (12), frente aos dois candidatos que desafiam sua aspiração de ser reeleito em 20 de março e que criticam a polarização.

A poucas semanas das eleições marcadas para 20 de março, Almagro busca garantir os 18 votos necessários para ser confirmado no cargo na organização, que conta com 34 membros ativos.

Em uma apresentação ao Conselho Permanente em Washington, o diplomata uruguaio disse que o primeiro desafio enfrentado por ele em 2015 foi "recuperar a relevância da OEA".

Almagro acrescentou que sua liderança devolveu à instituição "seu lugar central como fórum político hemisférico".

"Demos a OEA a relevância política que merecia, o papel de ser o fórum político principal do hemisfério, demos a OEA a vigência", disse o atual secretário-geral.

No entanto, ele tem dois rivais de peso: a ex-chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa, que foi presidente da Assembleia Geral da ONU; e o peruano Hugo de Zela, um diplomata experiente.

Diante do conselho, os dois adversários de Almagro destacaram as críticas à polarização da organização durante o seu mandato e ressaltaram que nenhum dos dois será candidato à reeleição no caso de um deles ser eleito.

Almagro, que chega à reeleição com o apoio dos Estados Unidos, defende um estilo direto e descreve o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como um "ditador", enquanto defende ferramentas controversas, incluindo sanções econômicas contra Caracas.

Atualmente na OEA, a cadeira da Venezuela é ocupada por Gustavo Tarre, representante do líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

- Retirar "o cheiro de naftalina da OEA" -

Espinosa, de 55 anos, disse em entrevista à AFP que seu mandato à frente da OEA "curaria" a polarização e promoveria um diálogo para acabar com a crise na Venezuela.

Ao falar perante o Conselho Permanente, ela prometeu "retirar a poeira e o odor de naftalina da organização".

"Precisamos nos comunicar cada vez melhor, eliminando posições pessoais e refletindo as posições dos Estados-membros tomadas por resoluções", disse a diplomata de 55 anos que fala inglês e francês fluentemente.

"Quando alguém diz que ter 18 votos é algo eficaz, eu tenho minhas dúvidas. São maiorias ínfimas que permitem tomar uma decisão conjuntural", disse em relação ao mínimo de votos necessários para prosseguir com uma resolução diante da organização.

A candidatura equatoriana não foi apresentada por seu país - que apoia Almagro -, mas por Antígua e Barbuda e São Vicente e Granadinas.

- Uma candidatura equilibrada -

Já De Zela defende que, se Almagro ou Espinosa vencerem, os países da OEA continuarão polarizados e não haverá progresso na crise venezuelana.

O diplomata peruano disse em sua apresentação que o secretariado geral "precisa fazer parte da solução, seu papel não pode ser o de agravar crises".

"Diante da polarização que existe na região, o que o Peru pode oferecer com a minha candidatura é equilíbrio para que a OEA volte a ser um espaço de encontro", disse De Zela, embaixador do seu país nos Estados Unidos.

Ele acrescentou que a missão do secretário-geral da OEA é de "manter uma relação prática com os estados membros", e que o seu papel "não é o de protagonismo nas redes sociais".

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