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O presidente equatoriano, Rafael Correa, em Punta Cana, no dia 24 de janeiro de 2017

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O presidente equatoriano em fim de mandato, Rafael Correa, dedicou sua última conferência no exterior a defender a transformação de seu país sob o socialismo do século XXI, em crise na Venezuela, em um evento acadêmico celebrado em Cuba nesta sexta-feira (5).

Correa, de 54 anos, deixará a Presidência que ocupou durante dez anos nas mãos de seu ex-presidente Lenín Moreno em 24 de maio, após uma apertada eleição em segundo turno que a oposição chamou de fraude.

Durante uma conferência na Universidade de Havana, que o distinguiu com um título Honoris Causa, o presidente equatoriano defendeu sua gestão como "a década vencida", após a profunda crise política que antecedeu sua chegada ao poder, com sete presidentes em dez anos.

"O modelo do século XXI (...) teve mais êxito também na eficiência, com feitos notáveis na distribuição" da riqueza, disse o presidente em sua palestra de mais de uma hora e meia na presença de autoridades da ilha, como o vice-presidente Miguel Díaz-Canel.

Correa destacou um a um os feitos econômicos e sociais de sua gestão, alcançados com um modelo que gerou a crise na Venezuela e que foi abraçado por Evo Morales na Bolívia. Antes de voltar a Quito nesta sexta-feira, o presidente prevê se reunir com seu contraparte, Raúl Castro.

Correa, que antecipou a integração regional antes do declínio da esquerda de Brasil e Argentina, elogiou a gestão de Morales. Ele evitou se referir à severa crise política e econômica na Venezuela, mas criticou a oposição que encurrala o presidente Nicolás Maduro com protestos que deixaram 36 mortos no último mês.

"Agora, a esquerda na região é absoluta minoria (...) As condições são mais adversas do que anos atrás. É preciso retomar, recuperar o espaço perdido", declarou.

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AFP