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Varela, 50 anos, é um empresário do setor de bebidas

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O empresário Juan Carlos Varela assumiu a presidência do Panamá nesta terça-feira com o compromisso de concluir as obras de ampliação do Canal, que estão atrasadas, levar adiante uma diplomacia de diálogo e fazer com que o crescimento do país favoreça os mais pobres.

"Juro a Deus e à pátria observar fielmente a Constituição e as leis da República", disse Varela em cerimônia celebrada no estádio Rommel Fernández, na capital, na qual recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente do Congresso, Alfonso Valderrama.

Milhares de pessoas estiveram presentes ao ato, entre elas os presidentes Mariano Rajoy, da Espanha, e Michel Martelly, do Haiti, e o secretário de Estado americano, John Kerry.

Vários grupos convocaram manifestações a favor e contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que rompeu relações diplomáticas com o Panamá em março ao considerar o governo do atual presidente, Ricardo Martinelli, um "lacaio" dos Estados Unidos.

"Quero deixar claro que a política externa do nosso governo será de diálogo, convergência, tolerância e mediação, em busca do bem-estar de todos os povos", afirmou Varela no discurso presidencial.

Em Caracas, o vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, informou que Venezuela e Panamá restabeleceram suas relações diplomáticas.

"Hoje nós reatamos, restabelecemos plenamente as relações diplomáticas, políticas, culturais e econômicas com o Panamá".

No discurso de posse, Varela destacou que seu maior desafio será terminar os trabalhos de ampliação do Canal de Panamá, que estão atrasados há mais de um ano.

No primeiro ano de operações do canal ampliado, por onde poderão passar navios com 12.000 contêineres - o triplo da capacidade atual -, calcula-se que o rendimento será de 300 milhões de dólares adicionais aos cerca de um bilhão atuais.

"Fomos abençoados em ter o Canal: uma obra a serviço do nosso país e do comércio mundial. Como presidente, eu garantirei que a expansão do Canal seja cumprida com sucesso, protegendo os interesses do Estado panamenho", destacou Varela no discurso de posse.

Aos 50 anos, Varela, empresário do setor de bebidas, governará o Panamá por cinco anos após vencer as eleições de 4 de maio. Ele terá o apoio da maioria do Congresso, graças a uma aliança com o social-democrata Partido Revolucionário Democrático, mas terá como líder da oposição o presidente Martinelli.

Martinelli, por sua vez, deixa o poder com alto índice de popularidade, apesar das denúncias de corrupção contra seu governo.

AFP