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Empresa boliviana vai distribuir vacina e remédio russos contra covid-19

Foto de 6 de agosto de 2020 fornecida pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos mostra a vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. outubro 2020 - 01:06
(AFP)

Um laboratório boliviano fechou nesta sexta-feira (9) uma parceria com a Rússia para produzir e exportar para outros países latino-americanos um medicamento para pacientes com coronavírus e também distribuir a nova vacina russa, Sputnik V.

"Sputnik é um satélite que foi o primeiro da Rússia e a letra 'V' é de 'vitória'. É um nome simbólico porque é a primeira vacina confirmada registrada contra o coronavírus e ela tem como objetivo vencer essa pandemia", explicou o embaixador russo em La Paz, Vladmir Ivanocich Sprinchan.

A empresa boliviana Sigma Corp. importará a nova vacina russa contra a covid-19, anunciada em agosto pelo presidente Vladimir Putin.

No entanto, a vacina russa foi recebida com ceticismo em grande parte do mundo, principalmente por causa da falta de uma fase final de testes na época do anúncio.

Por outro lado, a Sigma importará e depois começará a produzir na Bolívia o antiviral Avifavir, que já começou a ser usado em pacientes com coronavírus no país andino.

“Estimamos que seremos capazes de (começar) a produzir o medicamento no final deste ano, ou início do próximo, para abastecer nossa população", disse o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Sigma, Guillermo Olmedo, em coletiva de imprensa junto com o embaixador russo.

A Sigma planeja inicialmente vender o remédio russo para oito países da América do Sul e Central. No momento, ele está passando por testes em pacientes com coronavírus na Bolívia, com resultados "animadores", segundo um representante da farmacêutica.

"Mais de 300 pacientes foram tratados e tivemos resultados muito animadores em um período de menos de 20 dias desde a chegada do medicamento", disse Rodrigo Méndez, da comunicação da Sigma, à AFP.

Ele afirmou que embora a Bolívia vá produzir o antiviral, não há planos para produzir a vacina russa no país. "Não se justifica montar uma fábrica de vacinas, porque a Bolívia tem uma população pequena", esclareceu.

Por isso, esta empresa boliviana fundada em 1976 "vai ser uma aliada para trazer a vacina, não para produzi-la", disse Méndez.

Com 11 milhões de habitantes, a Bolívia registra mais de 137 mil casos de covid-19 e ultrapassa 8.100 mortes.

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