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O chanceler do Equador, Ricardo Patino (d), com Julian Assange, na embaixada equatoriana em Londres, em 16 de junho de 2013.

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O Equador expressou nesta quarta-feira que vai continuar defendo Julian Assange, fundador do Wikileaks refugiado há dois anos na embaixada do país em Londres, contra quem a justiça da Suécia mantém uma ordem de prisão por suposta agressão sexual.

"O governo do Equador não abandonará seu compromisso de defender os direitos humanos de Julian Assange até que ele chegue a um lugar seguro", garantiu o chanceler Ricardo Patiño, em sua conta no Twitter.

Um tribunal sueco manteve nesta quarta-feira a ordem de prisão contra Assange. A decisão da corte, que mantém a ordem emitida no final de 2010, representa um revés para Assange em sua tentativa de evitar a extradição para a Suécia por crimes sexuais, que ele nega.

O criador do site Wikileaks ficará, dessa forma, na embaixada em Londres, segundo um de seus advogados, Per Samuelson, que acrescentou que a defesa apelará da decisão.

O ministro Patiño - que está no Brasil, acompanhando o presidente Rafael Correa na cúpula do BRICS - acrescentou que seu governo "quer cooperar com a justiça sueca".

"Ouçam o depoimento de Julian Assange na embaixada, ou por vídeoconferência, sem mais demora", acrescentou. Ele também disse que "dois anos é muito tempo", e pediu uma solução imediata para o caso.

Assange garante que a ordem de prisão é uma manobra para entregá-lo aos Estados Unidos, onde ele pode ser julgado por ter divulgado milhares de documentos confidenciais do Exército e da Diplomacia americana.

O jornalista, nascido na Austrália, refugiou-se em junho de 2012 na embaixada equatoriana, e recebeu asilo diplomático do Equador em agosto do mesmo ano, mas a Inglaterra se recusa a dar um salvo-conduto para que ele deixe a embaixada, atitude duramente questionada por Quito.

AFP